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Lesbos. Cerca de 800 pessoas instaladas em centro temporário
Sociedade 15.09.2020

Lesbos. Cerca de 800 pessoas instaladas em centro temporário

Lesbos. Cerca de 800 pessoas instaladas em centro temporário

AFP
Sociedade 15.09.2020

Lesbos. Cerca de 800 pessoas instaladas em centro temporário

Cerca de 800 migrantes, entre os milhares que ficaram desabrigados após o incêndio no campo de Moria, foram instalados no centro temporário erguido de urgência pelas autoridades gregas na ilha de Lesbos, informou o Ministério das Migrações grego.

Entre estes, 21 tiveram teste positivo para o novo coronavírus, de acordo com os dados fornecidos pelo Ministério à agência de notícias AFP na noite de segunda-feira.

Entre a noite de 08 e o dia de 09 de setembro, o campo de migrantes de Moria, o maior da Europa, inaugurado há cinco anos no auge da crise migratória, foi totalmente destruído por incêndios, deixando os seus 12.000 ocupantes desabrigados.


Migrants sit inside the burnt Moria Camp on the Greek island of Lesbos on September 9, 2020, after a major fire. - Thousands of asylum seekers on the Greek island of Lesbos fled for their lives early September 9, as a huge fire ripped through the camp of Moria, the country's largest and most notorious migrant facility. Over 12,000 men, women and children ran in panic out of containers and tents and into adjoining olive groves and fields as the fire destroyed most of the overcrowded, squalid camp. The blaze started just hours after the migration ministry said that 35 people had tested positive at the camp. (Photo by Anthi PAZIANOU / AFP)
Grécia declara estado de emergência em Lesbos após incêndio em Moria
O Governo grego anunciou esta quarta-feira que vai declarar estado de emergência na ilha de Lesbos, na sequência do incêndio no campo de refugiados de Moria, que destruiu praticamente todo o local e deixou cerca de 13.000 desabrigados.

A maioria dorme nas ruas, calçadas, campos ou em prédios abandonados. Os migrantes recusam-se a ir para o novo acampamento criado nas proximidades de Moria, temendo não poderem deixar a ilha uma vez lá dentro.

No entanto, cerca de 800 migrantes que estavam há meses ou anos em Moria estão agora alojados no acampamento provisório, fechado à imprensa, apesar do calor, da falta de chuveiros e colchões, segundo testemunhos recolhidos pela AFP.

Estes migrantes temem a animosidade dos habitantes locais, muitos dos quais se opõem à permanência de migrantes em Lesbos.

Incidentes entre requerentes de asilo e residentes, incluindo simpatizantes de extrema-direita, são frequentes na ilha desde o ano passado.


Refugiados protestam em Lesbos. "Queremos ir embora! Deixem-nos em liberdade!"
Milhares de refugiados dos mais de 12.000 que ficaram sem teto após o incêndio no campo de Moria, em Lesbos, manifestaram-se hoje na área onde estão a ser instaladas acomodações temporárias para os abrigar, reletaram os 'media' locais.

O governador regional do Egeu do Norte, Kostas Mountzouris, um dos maiores opositores do plano do Governo de construir um acampamento fechado na ilha para substituir Moria, convocou empresários e outros profissionais a reunirem-se no final do dia de hoje para exigir "a retirada dos migrantes da ilha a bordo de barcos".

O campo de Moria foi criado em 2015 para limitar o número de migrantes provenientes da vizinha Turquia para a Europa.

Mais de 12.000 pessoas viviam no campo, incluindo 4.000 crianças.

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