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Lego substitui sacos de plástico por sacos de papel
Sociedade 17.09.2020 Do nosso arquivo online

Lego substitui sacos de plástico por sacos de papel

Lego substitui sacos de plástico por sacos de papel

Foto: Allan Ringgaard/LEGO/dpa
Sociedade 17.09.2020 Do nosso arquivo online

Lego substitui sacos de plástico por sacos de papel

Redação
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Uma verdadeira revolução na política das embalagens da multinacional dinamarquesa dos brinquedos. Todas as embalagens vão passar a ser de papel.

O fabricante dinamarquês de brinquedos anunciou que vai substituir todas as embalagens de plástico por papel. Esta é apenas uma das iniciativas do novo plano ecológico da empresa.  

"Estamos a tentar reduzir o impacto ambiental do fabrico de tijolos Lego: zero desperdício até 2025, uma redução de 10% no consumo de água, introdução dos nossos sacos de papel", revelou Tim Brooks, vice-presidente do grupo e responsável pelo desenvolvimento sustentável. Para o conseguir, a Lego pretende investir 400 milhões de dólares na reconversão das embalagens.

De acordo com este plano de investimento, todas as embalagens, que a Lego já reduziu em tamanho - permitindo-lhe reduzir os seus custos de transporte - serão feitas de materiais renováveis ou reciclados até 2025. 

"Recebemos milhares de cartas todos os anos e muitas delas são sobre plásticos e o ambiente as crianças fazem desenhos, dão exemplos de como querem que as suas embalagens sejam", diz Brooks. Cerca de 2% das peças da Lego já são de  material de base biológica A partir de 2021, os sacos tradicionais de plástico contendo as peças serão gradualmente substituídos por sacos de papel recicláveis. Na sua produção, o gigante dinamarquês, baseado em Billund, reutiliza já a grande maioria do seu plástico nas suas fábricas, estando as principais localizadas na Hungria, República Checa, México, China e Dinamarca. De acordo com um estudo recente da firma especializada NPD, 47% dos compradores em todo o mundo desistiram de um jogo devido a preocupações de sustentabilidade. 

A Lego também quer melhorar a composição das suas peças que, actualmente, são maioritariamente feito de plástico "ABS", também utilizado em electrodomésticos. 

 De momento, apenas 2% peças - ou 80 dos 3.600 elementos vendidos - provêm de um material de origem biológica: polietileno à base de cana-de-açúcar, que é principalmente utilizado para as árvores, folhas e arbustos dos kits, mas esta quota irá aumentar, diz Tim Brooks, para satisfazer a ambição de ter produtos 100% sustentáveis até 2030. 

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