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Leões e pumas infetados com covid-19 na África do Sul fazem soar alerta para potenciais variantes
Sociedade 3 min. 21.01.2022
Pandemia

Leões e pumas infetados com covid-19 na África do Sul fazem soar alerta para potenciais variantes

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Leões e pumas infetados com covid-19 na África do Sul fazem soar alerta para potenciais variantes

Foto: Getty Images
Sociedade 3 min. 21.01.2022
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Leões e pumas infetados com covid-19 na África do Sul fazem soar alerta para potenciais variantes

Animais infetados por humanos podem desenvolver novas variantes que voltam a ser transmissíveis a pessoas. Comité de Emergência da OMS pede vigilância de animais e partilha de dados.

Leões e pumas de um jardim zoológico privado na África do Sul ficaram infetados com o vírus SARS-CoV-2 e desenvolveram doença e doença grave. Os animais apanharam o vírus de tratadores do zoo que estavam infetados mas assintomáticos, o que está a gerar preocupações na comunidade científica de que novas variantes possam emergir de reservatórios animais, noticia a agência Bloomberg.

Esta terça-feira, a Universidade de Pretória revelou que um estudo de 2020,  que analisou fezes de duas pumas com sintomas de diarreia, corrimento nasal e anorexia mostrou que os animais tinham covid-19, tendo recuperado completamente da doença 23 dias depois.

Já em 2021, no meio da terceira vaga na África do Sul com a variante Delta a dominar, três leões, um dos quais com pneumonia, testaram positivo para o coronavírus. 

Estes factos acrescentam à evidência que embora a teoria dominante seja a de que o SARS-CoV-2 se propagou dos animais para os humanos, o contrário também pode acontecer. 

No caso dos exemplos apontados pelos estudos da África do Sul, país onde foi detetada a variante Omicron, os dados sugerem que a doença estava a circular entre os funcionários do jardim zoológico na altura em que os leões adoeceram e que a doença foi provavelmente transferida dos humanos para os grandes felinos. Nesse tipo de contágio, a doença pode sofrer uma mutação nos animais e reinfectar os seres humanos, afirmam os investigadores. 


Dois pumas e três leões testam positivo à covid-19 na África do Sul
Dois pumas e três leões de um zoo na África do Sul foram contaminados pelo SARS-CoV-2, possivelmente transmitido por funcionários assintomáticos, segundo um estudo publicado hoje.

Medidas como o uso de máscaras e o controlo de infeções quando se lida com animais em cativeiro, assim como barreiras para que os visitantes dos jardins zoológicos não se possam aproximar demasiado deles, são aconselháveis, defenderam as investigadoras Marietjie Venter e Katja Koeppel na declaração. "Isto é para proteger as espécies ameaçadas de adoecerem e morrerem", afirmaram, sublinhando que "estas medidas são também importantes devido ao risco de surgirem novas variantes se o vírus se estabelecer noutros reservatórios de animais". "Essas variantes poderiam ser transmitidas novamente aos seres humanos", alertaram.

Desde que a pandemia começou, milhares de animais em reservatórios foram abatidos por terem sido infetados com o vírus por humanos.

 Comité de Emergência da OMS pede vigilância de animais 

Esta quarta-feira, o Comité de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos países para que façam "vigilância em tempo real" de animais que possam ser possíveis reservatórios do coronavírus, como o SARS-CoV-2 que causa a covid-19.

"A vigilância em tempo real e a partilha de dados sobre a infeção, a transmissão e a evolução do SARS-CoV-2 nos animais permitirão compreender melhor a epidemiologia e a ecologia do vírus", refere um parecer citado pela agência Lusa e divulgado pelo comité, que se reuniu há cerca de uma semana depois de ser convocado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo o organismo, a vigilância permitirá ainda identificar atempadamente o possível aparecimento de variantes do coronavírus nos animais, e a sua evolução, e assim avaliar os riscos para a saúde pública humana.

O Comité de Emergência da OMS recomenda aos Estados-Membros a realização de "inquéritos epidemiológicos sobre a transmissão do SARS-CoV-2 ao nível do interface homem-animal e uma vigilância direcionada para os potenciais animais reservatórios e hospedeiros" do vírus.

Com agências 


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