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Jeannot Waringo lidera investigação sobre casos de contágio nos lares do Luxemburgo
Sociedade 2 min. 20.04.2021

Jeannot Waringo lidera investigação sobre casos de contágio nos lares do Luxemburgo

Jeannot Waringo lidera investigação sobre casos de contágio nos lares do Luxemburgo

Photo: Guy Wolff/archive
Sociedade 2 min. 20.04.2021

Jeannot Waringo lidera investigação sobre casos de contágio nos lares do Luxemburgo

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O antigo diretor da Inspeção-Geral das Finanças foi o grande responsável pelo "relatório Waringo" que propunha uma reestruturação na Corte Grã-Ducal.

Deu o nome ao "relatório Waringo" que revelou a gestão interna da Corte Grã-Ducal, a pedido do primeiro-ministro, Xavier Bettel, em 2020, e agora lidera a investigação que vai determinar as causas dos focos de contágio nos lares do Luxemburgo. 


Luxemburgo. Meia centena de focos de contágio nos lares alvo de estudo
Um estudo independente deverá esclarecer como é que foi possível ocorrerem vários focos de contaminação nos lares para idosos. Este estudo foi validado no início do mês de abril pelo Governo, após aprovação de uma moção apresentada pelo deputado socialista Mars di Bartolomeo.

Jeannot Waringo é agora oficialmente o chefe da investigação, composta por um grupo de investigadores nacionais e internacionais, que vão procurar as causas e possíveis negligências que originaram os surtos e mortes nos lares. 

De acordo com informação da RTL, este foi um pedido da Ministra da Saúde, Paulette Lenert, que já voltou às suas funções nesta segudna-feira, e que está satisfeita com o coordenação desta ´task force'. 

Até à data, houve no total 53 focos de contágio nos lares do país, sendo que 328 idosos não sobreviveram à covid-19 nessas instituições. 

"Relatório Waringo"

 O documento de 44 páginas, apresentado em fevereiro de 2020 e escrito em francês, foi compilado pelo antigo diretor da Inspeção-Geral das Finanças, Waringo, após o pedido do primeiro-ministro, Xavier Bettel, em julho de 2019. A mensagem dominante do seu relatório é que a situação atual “não pode permanecer igual”.  

O relatório não passou indiferente e a polémica gerou-se em torno sobretudo do papel da Grã-Duquesa, a figura mais visada do relatório, sendo alvo de críticas por parte de Waringo, que acredita que o seu gabinete deve ser puramente simbólico, e deve ser apenas o Grão-Duque Henri a liderar os destinos da casa real. “Gostaria de dizer honestamente, e com o risco de ser mal interpretado, que na cadeia decisória do Palácio, especialmente na área da gestão de pessoal, o papel que a Grã-Duquesa deve desempenhar é uma função puramente representativa. Devemos reformar o funcionamento da nossa monarquia sobre este ponto essencial”. 

Foi criada a Casa do Grão-Duque,  organismo criado pelo primeiro-ministro, Xavier Bettel, na sequência do polémico relatório e que tem como objetivo trazer "mais clareza e transparência" ao funcionamento da corte. O Governo pretende uma clara separação entre as atividades da casa real e as da administração da Casa do Grão-Duque.   



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