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Jean Asselborn. "É nossa obrigação moral ajudar os refugiados"
Sociedade 18.08.2021
Tomada de poder

Jean Asselborn. "É nossa obrigação moral ajudar os refugiados"

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Jean Asselborn. "É nossa obrigação moral ajudar os refugiados"

Foto: Chris Karaba
Sociedade 18.08.2021
Tomada de poder

Jean Asselborn. "É nossa obrigação moral ajudar os refugiados"

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O ministro dos Negócios Estrangeiros mantém a mesma posição que defendeu ainda antes da tomada de poder pelos talibãs: a prioridade deve ser garantir a segurança dos refugiados afegãos.

Desde domingo que os olhos do mundo estão virados para o Afeganistão e para a tomada do país pelos talibãs, com a retirada das tropas estrangeiras, lideradas pelos EUA. 

Após a reunião de emergência dos chefes da diplomacia da União Europeia, por videoconferência, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, voltou a defender que a prioridade é garantir a segurança dos refugiados afegãos. 


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Avião norte-americano com 640 afegãos que deixaram o seu país tornou-se o símbolo do desespero de milhares de pessoas que tentam escapar ao regime dos talibãs.

Em entrevista à RTL, o minstro afirmou que o país tem "a obrigação moral de ajudar aqueles que nos ajudaram infalivelmente no terreno". Estas pessoas devem ter a oportunidade de viver seguras num país europeu, defendeu, afirmando que cabe agora também as 27 Estados-membros da UE garantir essa transição. 

Para Asselborn, é primordial que o futuro governo afegão respeite os direitos humanos fundamentais. "Se for este o caso - quer se chamem talibã ou não - a cooperação será possível. Se não for o caso, não vejo como poderemos ter uma relação normal com este regime", deixou claro. 


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O avião é operado por uma frota binacional belgo-luxemburguesa na base militar de Melsbroek, na Bélgica. Foi inaugurado em outubro de 2020.

É aqui que a UE deverá ter um papel ativo e "fazer uma exigência clara de que o próximo governo afegão legítimo seja inclusivo e representativo. um acordo político terá de ser estabelecido por meio de negociações sérias, baseadas na democracia e no regime constitucional", garantiu o chefe da diplomacia luxemburguesa. 

O ministro já se tinha manifestado contra o repatriamento de afegãos de países como Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Holanda e Áustria. "Estas pessoas não podem cair nas mãos dos talibãs", disse ainda antes da tomada de Cabul no domingo passado. 


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