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Janira e Ulisses taco a taco na sucessão de Neves - Cabo Verde
Sociedade 4 min. 16.03.2016 Do nosso arquivo online
Legislativas este domingo

Janira e Ulisses taco a taco na sucessão de Neves - Cabo Verde

Ulisses Correia (MpD) e Janira Hopffer-Almada (PAICV) são os dois principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro de Cabo Verde
Legislativas este domingo

Janira e Ulisses taco a taco na sucessão de Neves - Cabo Verde

Ulisses Correia (MpD) e Janira Hopffer-Almada (PAICV) são os dois principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro de Cabo Verde
Foto: Henrique de Burgo
Sociedade 4 min. 16.03.2016 Do nosso arquivo online
Legislativas este domingo

Janira e Ulisses taco a taco na sucessão de Neves - Cabo Verde

Qualquer que seja o resultado das eleições do próximo domingo em Cabo Verde, será feita história: será eleito um novo primeiro-ministro pela primeira vez em 15 anos, o sucessor de José Maria Neves.

Qualquer que seja o resultado das eleições do próximo domingo em Cabo Verde, será feita história: será eleito um novo primeiro-ministro pela primeira vez em 15 anos, o sucessor de José Maria Neves.

Na corrida estão os candidatos dos principais partidos, Janira Hopffer-Almada do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV) e Ulisses Correia e Silva, do Movimento para a Democracia (MpD), mas também António Monteiro da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).

Os dois principais partidos estão muito próximos nas intenções de voto. Esta é também a sensibilidade do jornalista português que trabalha em Cabo Verde na Rádio Morabeza, Nuno Andrade Ferreira, e que está a acompanhar as eleições.

“Existe, de facto, a ideia de que os dois principais candidatos estão muito próximos, mas é apenas uma sensibilidade, já que não são realizadas sondagens no país por serem muito caras”.

“Aquilo que se joga nestas eleições é a continuidade das políticas ou uma mudança mais profunda, com o MdP, e este partido tem incorporado isso na sua campanha”, acrescenta o jornalista.

E, caso os resultados sejam muito idênticos, a UCID pode ter uma palavra a dizer. “Será uma participação importante no combate ao bipartidarismo”, considera Nuno Andrade Ferreira.

Para as legislativas estão inscritos 350.388 eleitores, mais 51.821 do que nas últimas eleições, que ocorreram em 2011. Nesse ano, a abstenção foi de 24%. Apesar do aumento no número de inscritos, Nuno Andrade Ferreira identifica dificuldades no recenseamento que têm a ver sobretudo com o distanciamento dos mais jovens da política.

Nas eleições de domingo vão estar ainda em liça o Partido Popular, o Partido do Trabalho e da Solidariedade e o Partido Social Democrático, para a eleição dos 72 deputados, seis dois quais da diáspora.

Janira esteve no Luxemburgo em Dezembro de 2015
Janira esteve no Luxemburgo em Dezembro de 2015
Foto: Ivo Guimarães

PARTIDOS SAÍRAM À RUA NO GRÃO-DUCADO

Os sectores do PAICV e MpD do Grão-Ducado saíram à rua em campanha pela primeira vez no fim-de-semana, no Festival das Migrações, à procura de mais apoiantes.

O MpD, que tradicionalmente vence no Luxemburgo, diz-se confiante numa nova vitória. “Já é hábito ganhar aqui. Temos confiança que vamos repetir a vitória no Luxemburgo e vencer também a nível nacional”, disse o representante do partido, Mateus Domingos.

A secção do PAICV acredita que nada está perdido e que tudo depende do voto dos indecisos. “O MpD não tem feito grandes mobilizações e creio que o voto dos indecisos pode marcar a diferença“, diz Jailson Melício, do PAICV, que espera “que o povo reconheça o que foi feito nos últimos anos”, no país.

Os dois partidos arrancaram a campanha a 5 de Março, a pouca distância um do outro: em duas salas na comuna de Schieren. Esta terça-feira, o PAICV, o MpD e a UCID, que pela primeira vez conta com um representante no Luxemburgo, Júlio César da Graça, estiveram em debate no programa Morabeza, na Rádio Latina.

A UCID tem actualmente dois deputados no Parlamento e o objectivo para estas eleições é “eleger mais um”, refere Júlio da Graça, que não descarta o cenário de uma coligação governamental com o MpD, ambos partidos conotados com a direita.

Ulisses Correia e Silva, candidato do MpD, visitou o Luxemburgo em 2013
Ulisses Correia e Silva, candidato do MpD, visitou o Luxemburgo em 2013
Foto: Aleida Vieira

Quanto aos compromissos com a diáspora, o MpD promete “menos impostos” para os investidores emigrantes, incentivar o regresso ao país dos quadros no estrangeiro e despartidarizar “embaixadas e consulados”.

Já o PAICV quer consolidar o processo de atribuição de nacionalidade aos filhos de cabo-verdianos e oferecer “taxas de juros mais baixas para os emigrantes que construírem residência em Cabo Verde”, refere Jailson Melício.

A UCID reclama o fim do “tempo excessivo” nas emissões dos passaportes e diz que a eleição do cabeça de lista pela Europa, Péricles Tavares, pode “mudar as coisas no Luxemburgo”.

No Luxemburgo, estão inscritos 1.300 pessoas para votar, “10% dos cerca de 10 mil cabo-verdianos” no país, segundo o delegado da Comissão Nacional das Eleições do país no Luxemburgo, Gilson Lopes.

Os cabo-verdianos que estão recenseados poderão votar no próximo domingo, entre as 8h e as 18h, numa das quatro mesas de voto, em função da residência. Duas mesas vão estar na Embaixada de Cabo Verde (Val Ste. Croix, n° 117), na cidade do Luxemburgo, uma na comuna de Esch-sur-Alzette (Place de l’Hôtel de Ville) e outra na autarquia de Ettelbruck (Place de l’Hôtel de Ville).

PCS e HB

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