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Itália ultrapassa barreira das 50 mil mortes
Sociedade 13 4 min. 23.11.2020

Itália ultrapassa barreira das 50 mil mortes

Itália ultrapassa barreira das 50 mil mortes

AFP
Sociedade 13 4 min. 23.11.2020

Itália ultrapassa barreira das 50 mil mortes

A Itália, um dos primeiros países europeus a ser atingido pela pandemia do novo coronavírus, ultrapassou a barreira das 50 mil mortes associadas à doença covid-19, ao ter registado 630 óbitos nas últimas 24 horas, foi hoje divulgado.

Com a contabilização das novas vítimas mortais, o número total de mortes registadas no país desde o início da crise pandémica, em 21 de fevereiro, sobe para 50.453, segundo o boletim informativo do Ministério da Saúde italiano.

Destas vítimas mortais, 15 mil foram registadas desde o dia 01 de setembro. O pior número diário de óbitos em Itália foi registado em 27 de março, 969, numa altura em que o país cumpria um confinamento a nível nacional.

Com pouco mais de 60 milhões de habitantes, a Itália é o sexto país no mundo a ultrapassar a barreira das 50 mil mortes, depois dos Estados Unidos, Brasil, Índia, México e Reino Unido, segundo uma contagem realizada pela agência France-Presse (AFP).

Nas últimas 24 horas, o país registou 22.930 novas infeções pelo novo coronavírus, de acordo com os dados fornecidos pelas autoridades italianas.

Em termos totais, Itália contabiliza, até à data, 1.431.795 casos de pessoas que ficaram infetadas pelo novo coronavírus.

No que diz respeito aos recuperados, o país regista um total de 584.493, um aumento de 31.395 face ao dia anterior.

Os casos positivos que estão atualmente ativos em Itália são 796.849, dos quais uma grande maioria são doentes que estão nas respetivas casas com sintomas ligeiros da doença ou estão assintomáticos.

Apesar do aumento de camas hospitalares, face à primeira vaga da pandemia, os hospitais italianos mantêm-se sob pressão e denunciam a falta de pessoal qualificado.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, relativos a domingo, 34.279 doentes com covid-19 estão hospitalizados (mais 234 em comparação com o dia anterior) e existem 3.801 doentes em unidades de cuidados intensivos (mais 43 face ao dia anterior).

Para tentar travar a progressão dos contágios, o Governo italiano decretou até 03 de dezembro um recolher noturno nacional obrigatório e encerrou várias atividades, como cinemas, teatros, museus, piscinas, ginásios e salas de espetáculos.

Os bares e os restaurantes também estão a fechar mais cedo. Também dividiu as regiões italianas em três zonas - amarela, laranja e vermelha - que são definidas com base no nível de risco da pandemia. Em função da cor, são definidas mais medidas restritivas a aplicar.

Em declarações este fim de semana, o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, afirmou que seria "um grave erro baixar a guarda".

Espanha

Espanha registou desde sexta-feira 25.795 casos de covid-19, uma tendência para a descida de novos casos, mas que faz subir o número total de infetados para 1.582.616, segundo números divulgados hoje pelo Ministério da Saúde espanhol. 

O país tem ainda mais 511 mortos devido à doença notificados durante o fim de semana, aumentando o total de óbitos para 43.131.

O nível de incidência acumulada (pessoas contagiadas) em Espanha estabilizou hoje nos 375 casos diagnosticados (menos 35 do que na sexta-feira) por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, sendo as regiões com os níveis mais elevados a de Castela e Leão (676), País Basco (605) e Astúrias (585).

Deram entrada nos hospitais com a doença nas últimas 24 horas 1.147 pessoas, das quais 205 na Andaluzia, 170 na Catalunha, 165 na Comunidade Valenciana e 130 em Madrid.

Em todo o país há 17.695 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 14,26% das camas, das quais 2.922 pacientes em unidades de cuidados intensivos, o que corresponde a 29,98% das camas desse serviço, números que estão a decrescer há cerca de duas semana.

Espanha começou hoje a exigir a apresentação de um teste PCR negativo aos passageiros que entram no país por via aérea ou marítima provenientes de países em risco do novo coronavírus, entre os quais Portugal.

Os passageiros terão de apresentar este teste de diagnóstico feito 72 horas antes da chegada e a lista, que neste momento tem 65 países, é atualizada de duas em duas semanas.

A região espanhola da Catalunha, que assim como todas as outras comunidades autónomas tem autonomia para tomar decisões no setor da saúde, permite a partir de hoje a abertura de bares e restaurantes com um limite de capacidade de 30% no interior até às 21:30, enquanto as atividades culturais podem ser retomadas com 50% da lotação habitual.

O plano de alívio das medidas de luta contra a pandemia foi aprovado depois de se ter observado uma diminuição do número de casos de covid-19 nos últimos dias nesta região.

O Governo espanhol deverá aprovar na terça-feira, em Conselho de Ministros, um plano para vacinar uma "parte substancial" da população no primeiro semestre de 2021. 


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