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Insetos podem desaparecer dentro de 100 anos

Insetos podem desaparecer dentro de 100 anos

Foto: Shutterstock
Sociedade 2 min. 11.02.2019

Insetos podem desaparecer dentro de 100 anos

Revista Biological Conservation deixa o alerta.

Os insetos estão em vias de extinção e podem desaparecer por completo num prazo de 100 anos, ameaçando com um "colapso catastrófico os ecossistemas naturais e a Humanidade", segundo alerta deixado pela revista Biological Conservation e citado pelo diário Le Monde, na sequência de estudos efetuados sobretudo na Europa e nos Estados Unidos.

Os cientistas mencionam que "mais de 40% das espécies de insetos estão em declínio e um terço vive sob ameaça", enfrentando uma taxa de mortalidade "oito vezes mais elevada do que a de mamíferos, aves e répteis". Mais: nas últimas três décadas, "a massa total de insetos no mundo baixou 2,5% em cada ano", sublinha o jornal francês.

A agricultura intensiva, com recurso ao uso abusivo de pesticidas, é apontada como a principal responsável por este panorama. "Se não alterarmos os nosso métodos de produção alimentar, os insetos vão desaparecer mesmo dentro de algumas décadas", sintetizam os cientistas. O forte crescimento urbanístico e as alterações climáticas também fazem parte das razões para que estes animais estejam no caminho da extinção.

Diversos investigadores têm alertado para a situação, conforme o fez Francisco Sánchez-Bayo, da Universidade de Sydney, ao jornal The Guardian, depois de recolher dados com Krys Wyckhuys, da Academia das Ciências Agrícolas em Pequim. "É demasiado rápido - dentro de dez anos haverá menos um quarto de insetos, daqui por 50 anos serão menos de metade e dentro de 100 anos não existirão insetos", referiu, também citado pelo Le Monde.

Citando os investigadores, o jornal francês recorda como os insetos são "essenciais" para humanos e outras espécies, lembrando que "polinizam as plantas, reciclam alimentos e servem como alimento de base a outros animais". Sanchez-Bayo alerta para "as consequências catastróficas, seja para os ecossistemas do planeta, seja para a sobrevivência da Humanidade". O investigador aponta o impacto devastador que o desaparecimento dos insetos teria em aves, peixes, anfíbios e répteis que deles se alimentam. "Morreriam todos", resumiu.

Os estudos surgem numa altura em que cada vez mais é referida a delicada situação das abelhas em todo o mundo. Nos Estados Unidos, relembra o artigo do Le Monde, 3,5 milhões dos seis milhões de colónias existentes em 1947 já desapareceram.


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