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Imigração portuguesa no Luxemburgo é carta de baralho
Sociedade 2 min. 12.04.2019

Imigração portuguesa no Luxemburgo é carta de baralho

Imigração portuguesa no Luxemburgo é carta de baralho

Foto: Guy Wolff
Sociedade 2 min. 12.04.2019

Imigração portuguesa no Luxemburgo é carta de baralho

É um jogo de cartas dedicado às migrações no Luxemburgo. A imigração portuguesa faz parte do baralho, que vai ser apresentado numa sessão interativa no Centro de Documentação sobre as Migrações Humanas de Dudelange.

Aqui, não há trunfos nem ases. As cartas, com desenhos feitos a partir de imagens dos Arquivos Nacionais, em colaboração com a associação Alter & Ego e o Centro de Documentação sobre as Migrações Humanas de Dudelange, retraçam as migrações no Grão-Ducado desde o primeiro século antes de Cristo até aos nossos dias. Um livro didático acompanha o jogo, intitulado "Histórias de migrações – Luxemburgo", fornecendo mais informações sobre cada período histórico.

Para jogar, é preciso ordenar por ordem cronológica os eventos descritos em cada carta. O objetivo é mostrar "as causas ou constrangimentos que forçam as pessoas a migrar", aponta a instituição, sublinhando que "não se trata de fenómenos recentes".

Trata-se de "um instrumento didático à disposição dos professores, assistentes sociais e educadores" que desejem abordar o tema das migrações no Luxemburgo "com jovens e adultos", explica a instituição, mas também "pode ser jogado em família".

A imigração portuguesa faz parte do baralho. A carta dedicada aos portugueses mostra uma mãe com três filhos, rodeados de malas. Na legenda, recorda-se o acordo de mão-de-obra assinado entre Portugal e o Grão-Ducado em 1972, que esteve "na origem da importante imigração portuguesa no Luxemburgo".

Foto: Guy Wolff

O livro que acompanha o jogo passa ainda em revista as etapas mais relevantes da história da mais numerosa comunidade estrangeira no Luxemburgo, destacando a sua visibilidade na esfera pública (em cafés e associações desportivas) e os seus contributos para o país. "A imigração de famílias portuguesas contribuiu para reequilibrar a pirâmide etária da população luxemburguesa", aponta o livro. Além disso, a entrada das mulheres portuguesas no mercado de trabalho "fez aumentar a taxa de emprego feminino no Luxemburgo".

Algumas cartas assinalam datas marcantes para os estrangeiros, como a conquista do direito de voto nas eleições autárquicas, em 1999. O jogo destaca ainda o facto de o Luxemburgo ter sido um país de emigrantes antes de um destino de imigrantes, mostrando como os luxemburgueses foram obrigados a emigrar em busca de melhores condições de vida, no séc. XIX, partindo em massa para os Estados Unidos e a América do Sul, e a a fuga do país durante as duas grandes guerras.

O baralho, criado no ano passado, vai ser apresentado no dia 16 de junho (domingo), às 15h, numa sessão interativa no Centro de Documentação sobre as Migrações Humanas de Dudelange, para assinalar o Dia Internacional dos Arquivos. Os interessados podem inscrever-se no site do Centro.

O jogo, disponível em francês, custa cinco euros, e pode ser encomendado no site dos Arquivos Nacionais.

P.T.A.


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