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Harvey Weinstein. Novas acusações adiam julgamento para janeiro de 2020
Sociedade 28.08.2019

Harvey Weinstein. Novas acusações adiam julgamento para janeiro de 2020

Harvey Weinstein. Novas acusações adiam julgamento para janeiro de 2020

AFP
Sociedade 28.08.2019

Harvey Weinstein. Novas acusações adiam julgamento para janeiro de 2020

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O caso ia começar a ser julgado já a 9 de setembro.

O julgamento do antigo produtor de cinema Harvey Weinstein foi adiado para janeiro de 2020 devido à introdução de duas novas acusações de assédio sexual.  

Weinstein compareceu na passada segunda-feira num tribunal de Manhattan, Nova Iorque, para ouvir as novas acusações e declarou-se inocente de qualquer relação sexual não-consentida. A acusação explicou que as novas acusações são necessárias para estabelecer fundamento legal para o testemunho da atriz Annabella Sciorra, mais conhecida por ter integrado o elenco da série “Os Sopranos”, que acusa Weinstein de a ter violado em 1993.

Sciorra não foi incluída no processo como vítima, porque o alegado ataque ocorreu há demasiado tempo para ser julgado, mas a acusação quer usar o testemunho da atriz para demonstrar que Weinstein tinha um padrão comportamental de atacar sexualmente mulheres, necessário para provar a acusação de agressão sexual predatória.

A defesa qualificou as novas acusações de “manobra de última hora” que “suscita questões legais significativas” e anunciou que vai pedir ao tribunal para as rejeitar. A defesa também quer mudar o local do julgamento para fora de Nova Iorque devido à intensa cobertura mediática. 

Weinstein, 67, cofundador dos estúdios Miramax e da Weinstein Company, está em liberdade graças ao pagamento de uma fiança de um milhão de dólares ( (cerca de 890 mil euros). A sua empresa "Weinstein Company" caiu em falência. O próprio Weinstein caiu em desgraça, tendo sido expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelos famosos prémios de cinema de Hollywood, os Óscares.  

O escândalo relacionado com o comportamento sexual abusivo que terá mantido durante décadas, sobretudo com mulheres, rebentou em 2017 e originou o movimento feminista #MeToo, que encorajou milhões de mulheres vítimas a denunciarem comportamentos semelhantes. 

Mais de 80 mulheres vieram a público denunciar comportamentos inapropriados e excêntricos, que envolvem assédio sexual por parte do empresário, uma "violação civil e não criminal", escreve o jornal americano.  




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