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Há falta de enfermeiros, mas também dificuldades em arranjar emprego no setor
Sociedade 2 min. 30.06.2021
Saúde

Há falta de enfermeiros, mas também dificuldades em arranjar emprego no setor

Saúde

Há falta de enfermeiros, mas também dificuldades em arranjar emprego no setor

Foto: Guy Wolff
Sociedade 2 min. 30.06.2021
Saúde

Há falta de enfermeiros, mas também dificuldades em arranjar emprego no setor

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Reforma da saúde - que pretende colmatar a falta de profissionais - tem gerado críticas por parte das associações do setor.

A falta de profissionais de saúde nos hospitais luxemburgueses é um problema recorrente, que Governo tenta solucionar nomeadamente com a criação de novos cursos superiores. No entanto, o Executivo reconhece agora outros problemas relacionados com o recrutamento de jovens enfermeiros formados no Luxemburgo, problemas que chegam a ser opostos.

Numa resposta parlamentar conjunta ao partido DP, a ministra da Saúde, Paulette Lenert, e o ministro da Educação, Claude Meisch, admitem que os hospitais luxemburgueses recebem poucas candidaturas de enfermeiros. E entre os que procuram emprego, o perfil do candidato nem sempre corresponde à atividade do serviço em causa ou às práticas clínicas exigidas pelos hospitais.

Entre os problemas apontados para esta dicotomia, os ministros referem ainda que o período experimental dos recém-licenciados em enfermagem nem sempre é validado. Ainda segundo a resposta parlamentar, atualmente existem 142 candidatos inscritos para o exame de acesso ao diploma de enfermagem (incluindo especialidades) no presente ano letivo. A título de exemplo, os dois governantes acrescentam que atualmente o Centro Hospitalar do Luxemburgo emprega 1.054 enfermeiros, a maioria (832) responsáveis por cuidados gerais.

A crise pandémica levou os hospitais do país a recrutar massivamente do outro lado da fronteira devido à falta de profissionais no Grão-Ducado. Uma petição recente discutida no Parlamento reclamava mais incentivos no acesso à profissão de enfermeiro, nomeadamente estágios remunerados e três anos de formação em vez de dois para tornar a profissão mais atrativa e adaptada à realidade atual. Ideias em linha com a nova licenciatura em enfermagem anunciada em maio pelo Governo, que entrará em funcionamento nos próximos anos.

Mas há pontos de discórdia na reforma da saúde - onde se incluem as novas licenciaturas- que foi apresentada em maio, que levou várias organizações de profissionais da saúde a manifestaram-se no início de junho frente ao Parlamento. Alem de considerar que a iniciativa do Governo em criar as novas formações está desfasada da realidade, várias associações do setor acreditam que a nova reforma vai ainda criar duas categorias de enfermeiros: os que têm um BTS (Curso Técnico Superiore Profissional, equivalente ao bacharelato) e os que terão uma licenciatura. E defendem que a formação BTS para estes profissionais deve ser abolida, e que a licenciatura passe a ser a única opção. 

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