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Guterres acusa países ricos de política "nacionalista" com as vacinas
Sociedade 11.01.2021

Guterres acusa países ricos de política "nacionalista" com as vacinas

Guterres acusa países ricos de política "nacionalista" com as vacinas

Foto: Michael Kappeler/dpa/Pool/dpa
Sociedade 11.01.2021

Guterres acusa países ricos de política "nacionalista" com as vacinas

O secretário-geral da ONU salientou que a pandemia teve "um impacto desproporcional e terrível sobre os pobres e desfavorecidos".

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, acusou os países ricos de "nacionalismo" na gestão das vacinas. Segundo o máximo responsável da ONU, na luta pela compra de medicamentos contra o coronavírus estas nações ignoraram as necessidades das regiões menos desenvolvidas.

Nesse sentido, a pandemia "pôs em evidência graves lacunas na cooperação e solidariedade global", afirmou Guterres durante o 75.º aniversário da primeira reunião da Assembleia-Geral da ONU.

"Vimos isto mais recentemente no nacionalismo vacinal, já que alguns países ricos competem para comprar vacinas para os seus próprios povos sem consideração pelos pobres do mundo", denunciou o secretário-geral.

Guterres observou também que a situação atual teve "um impacto desproporcionado e terrível nos pobres e desfavorecidos, idosos e crianças, pessoas com deficiência e minorias de todos os tipos".

"A [pandemia] empurrou 88 milhões de pessoas para a pobreza e colocou mais de 270 milhões em risco de insegurança alimentar aguda. A perturbação da educação afetará milhões de crianças ao longo das suas vidas. Milhões de mulheres ficaram presas em casa com os seus abusadores e o progresso na igualdade de género foi invertido", lamentou o chefe da ONU.

Para enfrentar as fragilidades profundas do nosso mundo, reveladas pela pandemia, "devemos reduzir a desigualdade e a injustiça e reforçar os laços de apoio mútuo e de confiança", sugeriu o alto funcionário.

"A nível internacional, tenho apelado a um novo acordo global. O poder, os recursos e as oportunidades devem ser melhor geridos e mais equitativamente partilhados. Os países em desenvolvimento devem ter um papel proporcional e mais relevante nas instituições globais", concluiu Guterres.

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