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Guia. Tudo o que precisa saber antes de voltar a Portugal
Sociedade 2 min. 22.07.2020

Guia. Tudo o que precisa saber antes de voltar a Portugal

Guia. Tudo o que precisa saber antes de voltar a Portugal

Sociedade 2 min. 22.07.2020

Guia. Tudo o que precisa saber antes de voltar a Portugal

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Num verão atípico, todos os portugueses que queiram regressar à terra natal são “bem-vindos”, mas há regras. Embora as fronteiras terrestres entre o Luxemburgo e Portugal estejam abertas, o governo continua a recomendar as deslocações aéreas. Isentos da quarentena obrigatória, os emigrantes não escapam às máscaras e às recomendações de distanciamento social.

Tal como no Luxemburgo, em Portugal o uso de máscara é obrigatório em espaços fechados e transportes públicos. Quem não cumprir arrisca uma multa entre 120 a 350 euros.

Distanciamento social e higienização das mãos também são regra. Embora a entrada no país dispense a apresentação de um teste negativo para a covid-19, todos os passageiros que aterram nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro são sujeitos a um controlo de temperatura através de um sistema de infravermelhos. Reabertas, “sem qualquer condicionalismo,” desde 15 de junho, as fronteiras terrestres não o fazem.

Por esta razão e pela imprevisibilidade dos decisores políticos franceses e espanhóis em relação à livre circulação entre a Europa Central e a Península Ibérica, face ao aumento do número de casos de covid-19 desde o arranque do desconfinamento, o governo português recomenda aos emigrantes que “privilegiem o recurso às vias aéreas”. Se ainda assim, se deslocar de carro, cada viajante deve informa-se sobre as sobre as medidas e restrições existentes em cada um dos países de trânsito, diretamente junto das autoridades competentes e dos postos consulares.


Dúvidas de última hora
As respostas a tudo o que precisa de saber para ir a Portugal.

A circulação ferroviária voltou a fazer-se com as devidas proteções faciais. Apenas os passageiros e as tripulações dos navios de cruzeiro estão proibidos de desembarcar nos portos nacionais. Mesmo quem decide arriscar a viagem numa embarcação de recreio fica sujeito a um período de 14 dias de quarentena. Ainda assim, arrisca a não pisar terra firma já que a emissão de licenças está suspensa.

O que dizem os especialistas?

Tendo em conta que o “vírus continua a circular”, o Diretor de Saúde luxemburguês sublinha que para uma estadia segura em Portugal ou em qualquer outro país do mundo “devemos todos respeitar as regras de precaução, como as medidas de higiene e distanciamento social”.

Em entrevista ao Contacto, Jean Claude Schmit, até admite que os emigrantes possam “fazer a festa em Portugal”, desde que reúnam “poucas pessoas” e cumpram as regras que acompanham a pandemia. “Se respeitarem as medidas de prevenção, provavelmente o risco de infeção será o mesmo do que aqui no Luxemburgo”, faz o paralelismo. No mesmo sentido, a secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, sustenta que único risco da ida e volta dos emigrantes, durante as férias de verão, “é o das pessoas não cumprirem as normas de segurança” adotadas para controlar a propagação do novo coronavírus. “Onde estão as principais comunidades – Alemanha, França, Suíça e Luxemburgo não há qualquer problema de vir e voltar”, reforça.


Portugal. Admirável praia nova
A quantidade de pessoas na praia é medida por um semáforo.

Médico na Consulta do Viajante, Jorge Seixas critica a ausência de campanhas de sensibilização por parte do governo e lança-se aos slogans que, na sua opinião deviam estar na bagagem dos milhares de emigrantes que chegam ao país neste querido mês de agosto. “Se gosta de vir a Portugal ver os seus familiares e os seus amigos, mantenha-os seguros, protegendo-os e protegendo-se a si”, alerta. Mais incisivo recorda que “se adquirir a infeção durante as férias, não vai poder voltar a tempo ao seu trabalho”. 

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