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Greve histórica na "limpeza" da Bélgica tira vassouras de circulação
Sociedade 2 min. 09.01.2020

Greve histórica na "limpeza" da Bélgica tira vassouras de circulação

Greve histórica na "limpeza" da Bélgica tira vassouras de circulação

Foto: Shutterstock
Sociedade 2 min. 09.01.2020

Greve histórica na "limpeza" da Bélgica tira vassouras de circulação

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Esta quarta-feira o setor das limpezas parou na Bélgica pelo aumento dos salários, numa mobilização rara de trabalhadores maioritariamente isolados.

A ordem foi encostar as vassouras e pousar os panos durante 24 horas. Esta quarta-feira, numa paralisação inédita, a Bélgica deu por falta dos trabalhadores do setor das limpezas que reclamam o aumento salarial previsto na convenção coletiva de trabalho de 2019-2020. 

Centenas responderam à convocatória do sindicato cristão de Bruxelas CSC. "Os empregadores recusam-se a dar-lhes o modesto aumento salarial de 1,1%", reclamam os representantes dos trabalhadores que acusam as entidades patronais do setor de ignorarem as disposições legais da profissão que consideram "dolorosa e mal paga".  

Com mobilizações em todo o país, o CSC fala num "momento histórico" num setor tradicionalmente pouco participativo dado o caráter "isolado" da atividade profissional. "É necessário mostrar um sinal forte", comentou Olivier Buyse. 

À margem do protesto que recusaram integrar, os socialistas do FGTB invocam precisamente o isolamento dos empregados da limpeza. "Como podemos apresentar as exigências dos trabalhadores se eles ficarem em casa? Preferimos uma acção com visibilidade", explicou o dirigente Sébastien Dupanloup que agendou para a próxima segunda-feira, 13 de janeiro, uma visita a "uma empresa conhecida em Bruxelas". 

Negociações atiradas para Conciliação    

A regionalização do serviço está na base da discórdia. Em entrevista ao jornal L'Echo a porta-voz do departamento jurídico da Federgon escuda-se nas diferenças de aplicação dos acordos coletivos nas três regiões administrativas do país. "Em Bruxelas e na Valónia, se a empresa cumprir três condições, nomeadamente no que diz respeito aos planos de formação, a indexação dos salários é de 100%. Na Flandres, é de apenas 73%. Se não houver indexação total do reembolso na Flandres, haverá uma erosão da margem e há o risco de algumas empresas não conseguirem acompanhar", defende-se Ann Cattelain em nome do maior empregador do setor a atuar na Bélgica. 

Há mais de um ano em cima da mesa, o fracasso das negociações determinou o envio do dossier para sede de Conciliação. As conclusões do gabinete são aguardadas com expetativa. Deverão ser tornadas públicas antes de 20 de janeiro, data da reunião que volta a por frente a frente os patrões e as estruturas sindicais. 

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