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Grande estudo francês revela que vacinas reduzem em 90% o risco de doença grave e morte
Sociedade 3 min. 11.10.2021
Covid-19

Grande estudo francês revela que vacinas reduzem em 90% o risco de doença grave e morte

Vacinação parece ser igualmente eficaz contra a variante Delta, mas ainda há falta de dados.
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Grande estudo francês revela que vacinas reduzem em 90% o risco de doença grave e morte

Vacinação parece ser igualmente eficaz contra a variante Delta, mas ainda há falta de dados.
Foto: AFP
Sociedade 3 min. 11.10.2021
Covid-19

Grande estudo francês revela que vacinas reduzem em 90% o risco de doença grave e morte

AFP
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A vacinação contra a covid-19 reduz o risco de hospitalização e morte em 90% das pessoas com mais de 50 anos e parece ser igualmente eficaz contra a variante Delta, para a qual ainda há falta de dados, segundo um grande estudo francês envolvendo 22 milhões de pessoas.

"As pessoas vacinadas têm nove vezes menos probabilidade de serem hospitalizadas ou morrerem de covid-19 do que as pessoas não vacinadas", explicou à AFP o epidemiologista Mahmoud Zureik, diretor da estrutura Epi-Phare, que reúne o Seguro Nacional de Saúde francês (Cnam) e a Agência Francesa de Medicamentos (ANSM). 

Estes dados confirmam outras observações de ensaios feitos na vida real noutros países, tais como Israel, o Reino Unido e os Estados Unidos da América. Mas o estudo francês é "o maior realizado no mundo", segundo Zureik.

Os investigadores da Epi-Phare compararam dados de 11 milhões de pessoas vacinadas com mais de 50 anos com dados de 11 milhões de pessoas não vacinadas na mesma faixa etária, durante o período de 27 de dezembro de 2020 (o início da vacinação em França) até 20 de julho.

A partir do 14º dia após a injeção da segunda dose, os investigadores observaram "uma redução do risco de hospitalização de mais de 90%".

Vacinas parecem ser eficazes contra a Delta, mas ainda faltam dados

Para determinar o impacto da variante Delta, que agora é dominante, os investigadores estimaram especificamente a redução do risco de hospitalização durante o período em que se generalizou em França, a partir de 20 de junho (ou seja, um mês antes da conclusão do estudo).

Encontraram resultados comparáveis aos períodos anteriores: uma eficácia de 84% nas pessoas com 75 anos ou mais, e de 92% nas pessoas com 50-74 anos.

Isto torna possível fornecer "elementos iniciais", mas "este período permanece muito curto para avaliar o impacto real da vacinação sobre esta variante". "O estudo deve ser prosseguido a fim de integrar os dados de agosto e setembro", sublinha Zureik. 

Esta observação sobre a eficácia das vacinas aplica-se às da Pfizer/BioNtech, Moderna e AstraZeneca (a quarta autorizada em França, a Janssen, foi utilizada mais tarde em menores proporções e, portanto, não está incluída no estudo).

"Esta redução é da mesma ordem de grandeza para o risco de morte durante a hospitalização por covid-19", de acordo com a Epi-Phare. 

Além disso, a eficácia na doença grave "não parece diminuir durante o período de seguimento disponível, que foi de até cinco meses". 

Comparação de dados em pares de pessoas vacinadas e não vacinadas

O estudo está dividido em duas partes, concentrando-se em duas populações distintas. Por um lado, o grupo etário dos maiores de 75 anos, com uma amostra de 7,2 milhões de pessoas (50% vacinadas e 50% não vacinadas). Por outro lado, as pessoas de 50-74 anos, com uma amostra de 15,4 milhões (50% vacinadas e 50% não vacinadas). 

A campanha de vacinação em França começou em 27 de dezembro de 2020 para os primeiros, e em 19 de fevereiro para os segundos (primeiro para os de 65-74 anos e no dia 10 de maio para os de 50-64 anos). O estudo seguiu estas duas populações até 20 de julho (com resultados de eficácia semelhante nos dois grupos etários).

Para comparar os dados, os investigadores formaram pares. Para cada pessoa vacinada numa determinada data, emparelharam uma pessoa não vacinada da mesma idade, sexo e a viver na mesma área. Seguiram estes pares até 20 de julho e compararam as taxas de hospitalização.

Este estudo analisa apenas a eficácia das vacinas contra formas graves. Não é possível dizer até que ponto previnem a infecção e transmissão da covid-19. 

Outros trabalhos em todo o mundo mostraram que, em comparação com outras variantes, a Delta reduz a eficácia das vacinas contra a infeção.

Contudo, evitar formas graves é "o principal objectivo de saúde pública", sublinha Zureik: "Uma epidemia sem formas graves já não é uma epidemia".

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