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Gráfico. A pegada dos alimentos: da carne às nozes, do chocolate ao tomate
Sociedade 2 min. 13.02.2020

Gráfico. A pegada dos alimentos: da carne às nozes, do chocolate ao tomate

Gráfico. A pegada dos alimentos: da carne às nozes, do chocolate ao tomate

Imagem: Shutterstock
Sociedade 2 min. 13.02.2020

Gráfico. A pegada dos alimentos: da carne às nozes, do chocolate ao tomate

Lusa
Lusa
A carne de vaca é de longe o alimento que produz mais gases com efeito de estufa, segundo o estudo divulgado no portal "Visual Capitalist". Além das nozes há alimentos cuja pegada carbónica é mínima, como as maçãs e os citrinos, os tubérculos.

Um quilo de carne de vaca produz 60 quilos de gases com efeito de estufa, quase duas vezes e meia mais que o borrego, 60 vezes mais que milho e 120 vezes mais que cenouras ou batatas.

Na lista dos alimentos e emissões de gases o queijo surge em terceiro lugar, com 21 quilos de gases com efeito de estufa por quilo de queijo, só menos três quilos do que o que produz o borrego (24 quilos). Um quilo de chocolate produz 19 quilos de dióxido de carbono (CO2).

A lista é baseada num estudo de Joseph Poore e Thomas Memecek publicado na revista Science em 2018 mas que agora foi reformulado no portal “Visual Capitalist”, com a ajuda de gráficos.

Para calcular a pegada carbónica do alimento, desde que é produzido até que é consumido, foram tidas em conta variáveis como a mudança do uso da terra (como desflorestação para produzir pastagem), as emissões resultantes da produção, a alimentação para animais, o processamento do produto, o transporte, venda a retalho e embalamento. Foram usados dados de 119 países.


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Com o título “A pegada de carbono na cadeia alimentar”, no documento mostra-se que a carne de vaca é de longe o alimento que produz mais gases com efeito de estufa (mais do dobro do que o segundo alimento, o borrego), e que as nozes não só são as que produzem menos (300 gramas de CO2 por quilo de noz) como ainda têm um papel de sumidouro de carbono.

Além das nozes há alimentos cuja pegada carbónica é mínima, como as maçãs e os citrinos, os vegetais de raiz (do nabo à cenoura ou à batata), seguindo-se as bananas, as ervilhas e o leite de soja, todos com menos de um quilo de dióxido de carbono por quilo de produto.


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Na carne de vaca os principais fatores que influenciam a pegada carbónica são a conversão das terras, a alimentação e a produção de metano. No entanto a pegada do transporte é muito baixa.

Tendo em conta todos os fatores o café produz mais do dobro de CO2 do que a carne de porco ou de frango (que por não serem ruminantes não produzem metano).


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No gráfico fica-se a saber também que o azeite produz seis quilos de CO2, que o peixe de aquacultura cinco quilos, que os ovos 4,5 quilos e que o arroz quatro quilos. Cada quilo de peixe selvagem produz três quilos de gases, o mesmo que o leite, e um quilo de tomate produz 1,4 quilos de CO2.

“Ao contrário da crença popular, o consumo de produtos produzidos localmente pode não ajudar na redução das emissões de maneira muito significativa”, afirma-se na página, que tem como missão destacar as tendências globais em várias áreas em forma gráfica e de leitura fácil.

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