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Governo: Menos "30 e poucos" cursos de português no estrangeiro
Sociedade 10.09.2014

Governo: Menos "30 e poucos" cursos de português no estrangeiro

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Governo: Menos "30 e poucos" cursos de português no estrangeiro

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Foto:Manuel Dias
Sociedade 10.09.2014

Governo: Menos "30 e poucos" cursos de português no estrangeiro

O Governo vai oferecer este ano letivo menos “30 e poucos” horários de ensino do português no estrangeiro, devido à redução de inscrições, anunciou hoje o secretário de Estado das Comunidades.

O Executivo publicou em Diário da República um despacho conjunto dos secretários de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, e do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, relativo à rede de cursos do ensino português no estrangeiro para o ano letivo de 2014/2015 e 2015.

“Há um reajustamento da rede em função do número de alunos que acabaram por ficar finalmente inscritos. Temos ali alguns desaparecimentos de horários que correspondem efetivamente a turmas que não se conseguiram constituir”, disse à Lusa José Cesário, que referiu estarem em causa “30 e poucos horários”, sem especificar o número.

PS e PCP, que querem ouvir no parlamento o secretário de Estado das Comunidades sobre esta matéria, e o Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas (SPCL) já tinham alertado para a redução dos cursos no próximo ano eletivo.

O sindicato estima em 39 os horários a menos, uma medida que considera que, a prazo, pode levar ao fim do ensino de português no estrangeiro, além de implicar o despedimento de outros tantos professores.

Já a oposição critica esta medida numa altura em que a emigração portuguesa está a aumentar, mas o Governo rejeita este argumento.

Estes cursos, “especificamente de língua e cultura portuguesa”, explicou o governante, são dirigidos a filhos de famílias portugueses que já residem no exterior há algum tempo e que pretendem “aperfeiçoar ou mesmo aprender o português”.

“Os miúdos que saem hoje de Portugal não vão logo para um curso destes, porque já dominam a língua e a cultura. O problema deles é a integração nas escolas locais para prosseguir os estudos”, explicou.


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