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Governo garante que não há gangues juvenis no Luxemburgo
Sociedade 2 min. 09.03.2021 Do nosso arquivo online

Governo garante que não há gangues juvenis no Luxemburgo

Governo garante que não há gangues juvenis no Luxemburgo

Foto: Guy Wolff
Sociedade 2 min. 09.03.2021 Do nosso arquivo online

Governo garante que não há gangues juvenis no Luxemburgo

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O ministro da Segurança Interna, Henri Kox, garantiu não se pode falar de gangues de jovens no Luxemburgo como se encontram "em países vizinhos".

Os recentes casos de violência entre jovens no Luxemburgo têm chamado cada vez mais a atenção da população e das autoridades competentes. São atos isolados ou estão inseridos em movimentos organizados? Eestamos a olhar para o surgimento de gangues entre os adolescentes do Grão-Ducado? 

Foram estas as questões levantadas pelo deputado do CSV, Léon Gloden, no Parlamento. Lembrando o contexto único de pandemia em que o mundo se encontra, Golden frisou que estes são "tempos difíceis. A crise do coronavírus cortou-nos as liberdades e isso gerou uma carga psicológica grande nos jovens. A compensação que de outra forma ocorreria no desporto não pode ocorrer no momento".  


Alerta. Violência entre jovens continua a ser desvalorizada pelo Governo
Chamada de atenção da Associação Geral dos Professores do Ensino Secundário e Superior (AGESS) surge no rescaldo do homicídio de um rapaz de 18 anos por dois adolescentes, de 15 e 17 anos, em Bonnevoie.

Em resposta a Golden, o ministro da Segurança Interna, Henri Kox, garantiu que não há gangues de jovens organizadas em Luxemburgo, mas antes "é claro que existem brigas ocasionais entre grupos de amigos, não se pode falar de gangues de jovens como as que encontramos em países vizinhos", explicou.  

No entanto, Kox considerou que o problema da violência juvenil no país é complexo. "A delinquência juvenil é um problema da sociedade", disse Kox, lembrando também que "a Lei da Polícia de 2018 prevê que a polícia não tenha apenas um papel repressivo, mas também preventivo". 

Para tal, existem unidades especiais que atuam na prevenção da violência e "vão para os municípios e respetivos espaços sociais, como piscinas, e fornecem aos funcionários as competências pedagógicas e contactos com os departamentos responsáveis ​​dentro da polícia para atuar nestas situações". 

No final de janeiro, uma discussão entre três jovens, em frente à Escola Europeia de Kirchberg, resultou no esfaqueamento de uma adolescente de 18 anos. A discussão terá sido provocada por um rapaz de 17 anos que terá ameaçado a vítima e o namorado, de 20 anos, e terá usado uma faca para se defender. 

Já este ano também o homicídio de Rafael, um jovem de 18 anos, filho de pai português, que frequentava o Liceu Técnico de Bonnevoie, chocou o país.   


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