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França. Vai haver mais 500 mil lugares nos comboios no verão
Sociedade 2 min. 23.06.2022
Transportes

França. Vai haver mais 500 mil lugares nos comboios no verão

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França. Vai haver mais 500 mil lugares nos comboios no verão

Foto: Lex Kleren/Luxemburger Wort
Sociedade 2 min. 23.06.2022
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França. Vai haver mais 500 mil lugares nos comboios no verão

AFP
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Até ao momento, foram comprados mais bilhetes para julho e agosto deste ano do que em 2019.

A SNCF, empresa nacional de caminhos de ferro de França, colocará à venda 500.000 lugares suplementares nos comboios este verão para satisfazer a procura "recorde", disse esta quinta-feira o CEO Jean-Pierre Farandou.

"Partimos para um verão recorde, mesmo em relação a 2019 (...) já vendemos oito milhões de bilhetes para julho e agosto, ou seja, 10% mais do que em 2019, por isso estamos a assistir a um movimento muito forte", justificou na televisão pública France 2, especificando que a SNCF iria "disponibilizar 500.000 lugares suplementares face a este sucesso".


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Estima-se que o número de serviços diários será reduzido de 20.000 para cerca de 4.500 e os horários serão encurtados para começarem mais tarde e terminarem muito mais cedo do que o habitual.

"Estamos em cima do assunto, estamos a acrescentar comboios e a fazer composições duplas com dois comboios de cada vez", acrescentou, elogiando a mobilização dos trabalhadores ferroviários para assegurar que os franceses vão de férias, a quem pediu para apanhar o comboio em vez do seu carro por "preocupação cívica".

SNFC em negociações com parceiros sociais

Segundo Farandou, os comboios estão cheios nos dias das grandes partidas, mas "ainda há lugares" fora destes períodos.

A SNCF está atualmente a sofrer uma série de ações de greve, particularmente na região da Île-de-France, com o tráfego perturbado por trabalhos que estão a levar a mudanças de última hora nos horários dos condutores, denunciados pelos sindicatos. Os protestos também se devem a reivindicações salariais.

Questionado sobre estes movimentos, Jean-Pierre Farandou reconheceu um "período difícil", particularmente na região parisiense, para utilizadores e condutores, e disse que as discussões com os parceiros sociais estão "comprometidas" com "todas as opções" que estão em cima da mesa.

Impacto da inflação vai sentir-se em 2023

"Estou a tentar praticar um diálogo social de solução e construção e não de obstrução (...) que penaliza utilizadores e clientes", afirmou, mencionando um clima social "um pouco tenso mas não só na SNCF", nomeadamente por causa das dificuldades relacionadas com o poder de compra.


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Nas próximas semanas, voar para França, Espanha, Bélgica, Itália e Portugal será mais complicado.

Sobre a questão do aumento dos preços dos bilhetes para os passageiros que se vêm a braços com a inflação, o CEO disse que seria "contraditório querer desenvolver o tráfego e ter preços elevados" e que, apesar do aumento do preço da eletricidade, a repercussão nos custos para a SNCF "não será demasiado relevante" em 2022 graças às compras feitas antecipadamente.

"Essa questão surgirá em 2023", concluiu Farandou.


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