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França. Vacinação covid dos 12-18 anos começa a partir de 15 junho
Sociedade 6 3 min. 03.06.2021

França. Vacinação covid dos 12-18 anos começa a partir de 15 junho

França. Vacinação covid dos 12-18 anos começa a partir de 15 junho

Sociedade 6 3 min. 03.06.2021

França. Vacinação covid dos 12-18 anos começa a partir de 15 junho

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
A partir desta data, os jovens nestas idades podem reservar a sua vaga para a vacinação contra a covid, com a vacina da Pfizer, mas apenas com autorização dos pais.

O anúncio de alargar a campanha de vacinação às crianças e jovens dos 12 anos aos 18 anos foi feito ontem pelo presidente francês Emanuel Macron.  tendo a decisão sido tomada durante o conselho de defesa realizado no Palácio do Eliseu.

Assim, a partir de 15 de junho, todos os jovens com estas idades podem reservar a sua vez para receber a vacina da Pfizer, a única com autorização para estas idades. A vacinação vai ser feita unicamente nos centros de vacinação, declarou mais tarde o ministro da Saúde Olivier Véran e os menores só receberão a vacina com o consentimento dos pais.

A vacinação a partir dos 12 anos faz parte de um “movimento de imunidade coletiva” para evitar que haja classes que fiquem sem aulas, “o encerramento de classes, faculdades e para proteger os mais fracos”, adiantou o ministro francês, ontem à noite num programa da TF1, e citado pelo Le Monde.


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Olivier Véran garantiu desde já que no início do próximo ano letivo não “haverá diferenças no acesso à escola” entre jovens que foram vacinados e não vacinados.

Até agora, a vacina contra a covid estava apenas acessível a todos os adultos e adolescentes com mais de 16 anos que sofrem de certas doenças graves ou estão próximos de pessoas imunodeprimidas, que possuem doenças que comprometem o seu sistema imunitário.

Há benefícios individuais e coletivos

A Alta Autoridade da Saúde em França (HAS, na sigla original) emitiu já um parecer favorável à vacinação da população dos 12-15 anos, contudo defende que a campanha de vacinação de menores seja realizada por fases.

Existe de facto "um benefício individual direto e indireto", bem como "um benefício coletivo da vacinação de adolescentes contra a covid", admitiu Dominique Le Guludec, o presidente da HAS, esta manhã de quinta-feira, citado pela AFP.

Existe a vantagem coletiva, pois a vacinação a partir dos 12 anos completa a vacinação dos adultos, tendo “como objetivo reduzir a circulação do vírus e permitir, a longo prazo, uma redução" de outras medidas de proteção”, avança a HAS no seu parecer. A saúde do adolescente e a proteção ao vírus é o benefício individual claro, acrescenta o seu presidente.

Se é verdade que "os adolescentes desenvolvem poucas formas graves da doença e são mesmo "raramente sintomáticos", o presidente da HAS lembrou também que quatro mil destes jovens foram afetados por formas mais graves da covid e tiveram de ser hospitalizados, dos quais 700 nos cuidados intensivos, desde o início da pandemia.

“Há vários fatores que nos impedem de esperar” pela generalidade da vacinação nestas idades, como a “ameaça das variantes mais contagiosas”, mas para a HAS a campanha de vacinação dos 12-15 anos deve ser faseada. este calendário de vacinação depende de aspetos logísticos como a disponibilidade de vacinas para todos, vinca Dominique Le Guludec. O calendário da vacinação é da responsabilidade do Governo, lembrou este responsável.


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A partir de dia 7 do próximo mês será possível fazer o agendamento da vacinação para menores com 12 anos ou mais de idade. Mas a vacina não é obrigatória.

Alta Autoridade defende etapas

A HAS recomenda que as vacinas sejam “rapidamente administradas” aos jovens dos 12 aos 15 anos que tenham fragilidades ou vivam com pessoas vulneráveis. Contudo, a generalização da vacinação a todas as crianças saudáveis nestas idades só deve iniciar-se mais tarde, apenas quando a vacinação dos adultos estiver suficientemente avançada”.

Este calendário de vacinação depende de aspetos logísticos como a disponibilidade de vacinas para todos, vinca Dominique Le Guludec. O calendário da vacinação é da responsabilidade do Governo, lembrou este responsável.

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