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França propõe dar só uma dose de vacina a quem já tiver sido infetado com covid-19
Sociedade 13.02.2021 Do nosso arquivo online

França propõe dar só uma dose de vacina a quem já tiver sido infetado com covid-19

França propõe dar só uma dose de vacina a quem já tiver sido infetado com covid-19

AFP
Sociedade 13.02.2021 Do nosso arquivo online

França propõe dar só uma dose de vacina a quem já tiver sido infetado com covid-19

Parecer da autoridade de saúde do país vizinho justifica recomendação como facto de as pessoas já infetadas terem desenvolvido "na altura da infeção uma memória imunológica".

A autoridade de saúde francesa recomendou, esta sexta-feira, 12 de fevereiro, a administração de apenas uma dose das vacinas contra a covid-19 a pessoas que já tenham sido infetadas.

Esta recomendação representa uma alteração ao plano traçado nos países da União Europeia, onde são ministradas duas doses, com intervalo de algumas semanas entre a primeira e a segunda.

No parecer da autoridade de saúde francesa, que aguarda aprovação do Governo, é apresentado como justificação o facto de as pessoas já infetadas terem desenvolvido "na altura da infeção uma memória imunológica".


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Depois de algumas farmacêuticas (como a AstraZeneca) terem informado Bruxelas de que irão entregar menos doses do que as acordadas para o primeiro trimestre de 2021, foi criado um grupo para tentar resolver a atual incapacidade de produção.

"A dose única da vacina irá desempenhar assim a função de um aviso", refere o parecer, que aconselha a esperar "mais de três meses" após a infeção, "de preferência seis meses", antes de injetar a dose.

Case aprove esta recomendação, França torna-se no primeiro país a ministrar apenas uma dose a pessoas com aquele perfil.

OMS mantém recomendação da toma de duas doses das vacinas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém, no entanto, a orientação da toma de duas doses das vacinas para a covid-19.

Na habitual videoconferência de imprensa sobre a evolução da pandemia da covid-19, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse, respondendo a uma pergunta sobre a recomendação francesa, que "as diretrizes" da organização continuam a ser o uso de duas doses, apesar de os países procurarem "otimizar" a inoculação perante a "escassez de vacinas".

Soumya Swaminathan assinalou que são necessários "mais estudos" para se perceber se a primeira dose pode atuar como "um reforço" da imunidade à covid-19 para as pessoas infetadas, que desenvolveram naturalmente anticorpos contra o novo coronavírus, o SARS-CoV-2.

A médica e cientista indiana adiantou que os anticorpos gerados naturalmente contra um vírus após uma infeção podem durar seis meses, enquanto a resposta das células imunitárias de memória (que reconhecem o agente infeccioso depois de um contacto anterior) pode persistir durante anos.

Com Lusa

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