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França. Mágico amador julgado por violação de quase 30 crianças
Sociedade 30.09.2022
Crime

França. Mágico amador julgado por violação de quase 30 crianças

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França. Mágico amador julgado por violação de quase 30 crianças

AFP
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Arguido aproximava-se da família dos menores para conseguir criar uma ligação. Enfrenta pena de 20 anos de prisão.

Um mágico amador será julgado a partir desta sexta-feira por um tribunal de menores em Rennes, na comuna de Ille-et-Vilaine, por violações e agressões sexuais a dezenas de crianças, entre 2006 e 2017. 

O homem de 36 anos está a ser julgado por violação incestuosa, agressão sexual e "corrupção de menores" de 27 crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 15 anos, na altura dos acontecimentos. Enfrenta uma pena de 20 anos de prisão. 

O julgamento deverá durar três semanas e o veredito é esperado para 21 de outubro. Os primeiros factos acusam o homem de violação incestuosa a um primo e a uma meia-irmã.

Mas é a partir de 2006 que o acusado, que gere um negócio de magia, terá começado a utilizar o seu trabalho para se aproximar das crianças, das suas famílias e amigos. Segundo fonte próxima do caso, conseguiu desta forma "criar relações privilegiadas" com os menores. 

Visto como "o amigo da família, o bom tio que cuida das crianças"

Para os pais, este homem tinha-se tornado "o amigo da família, o bom tio que cuida das crianças", um "homem muito jovial, de mente aberta", o que era uma "uma espécie de modus operandi", segundo Gwendoline Tenier, advogada de uma mãe cuja filha foi abusada, citada pela AFP. 

É acusado de numerosos atos de violação cometidos principalmente na Bretanha, mas também na Normandia, na Deux-Sèvres, na Suíça, frequentemente na casa dos pais das vítimas. 

Algumas delas tinham apenas três ou cinco anos e não se aperceberam, na altura, que tinham sido violentadas sexualmente, mas sofreram consequências psicológicas mais tarde, enquanto os seus pais continuaram a viver "com a culpa de não terem visto nada", explicou Tenier à AFP. 

Uma primeira queixa foi apresentada em 2014, mas o caso só foi resolvido em 2017, quando foi colocado sob custódia policial, admitindo a maior parte dos factos. 


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