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França. Décimo sábado de manifestações contra o passe sanitário
Sociedade 2 min. 18.09.2021 Do nosso arquivo online
Covid-19

França. Décimo sábado de manifestações contra o passe sanitário

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França. Décimo sábado de manifestações contra o passe sanitário

AFP
Sociedade 2 min. 18.09.2021 Do nosso arquivo online
Covid-19

França. Décimo sábado de manifestações contra o passe sanitário

AFP
AFP
De Toulouse a Lille, foram marcadas 180 concentrações contra as vacinas e o passe sanitário em França, pelo décimo fim de semana consecutivo.

"Não fui vacinado, nem sequer em sonhos, e demiti-me" da função pública, disse à AFP uma ex-assistente de enfermagem, enquanto participava numa manifestação convocada pelos antigos "coletes amarelos" em Paris. "Não temos a certeza o que está na vacina, não somos cobaias", disse a mulher de 37 anos, "zangada e triste". 


França suspende 3.000 profissionais de saúde que não tomaram a vacina contra a covid-19
A nova regra, que entrou em vigor esta quarta-feira e que dava até dia 15 de setembro para os profissionais do setor tomarem, pelo menos, uma dose da vacina, afetou o funcionamento de alguns hospitais, que viram parte significativa do seu pessoal médico suspenso.

O ministro da Saúde, Olivier Veran, anunciou na quinta-feira que "cerca de três mil suspensões" tinham sido aprovadas a trabalhadores de saúde que não tinham sido vacinados contra a covid-19, após a vacinação obrigatória ter entrado em vigor no dia anterior. 

Dos cerca de 58 milhões de franceses com mais de 12 anos elegíveis para a vacina, 86% já receberam pelo menos uma injeção. 

Emmanuel Macron deixou um recado claro na sexta-feira, num vídeo em redes sociais: "A vacina salva vidas, o vírus mata, é simples". Até à data, morreram 115.960 franceses por causa da covid-19. 

Em Toulouse, cerca de 1.500 franceses estiveram na rua contra o passe sanitário. Em Montpellier, terão sido cerca de três mil. Entre eles, Josiane, 71 anos, uma vendedora reformada, afirmou à AFP que não foi vacinada: "Sempre confiei na medicina e nas vacinas, mas agora tenho a impressão de que existe algo de pouco saudável que não controlamos. Há tanta informação contra a vacina como a favor dela. Já não sabemos qual é a nossa posição. Perdi toda a confiança", disse. 

Segundo fonte policial, 17 mil manifestantes eram esperados em Paris e entre 80 a 120 mil, no resto do país. No sábado passado, as autoridades contaram 121 mil manifestantes, número considerável mas longe dos 237 mil de sete de agosto. 

Macron também disse na quinta-feira que estava pronto para "levantar certas restrições" em "territórios onde o vírus circula menos rapidamente", sem no entanto, dar um prazo concreto. 

 O passe de saúde tornou-se obrigatório a 21 de julho em locais que acolhem mais de 50 pessoas. Foi depois alargado aos hospitais (exceto salas de emergência), bares e restaurantes e, a 30 de agosto, aos 1,8 milhões de empregados em contacto com o público. A 30 de setembro, deverá ser aplicado a crianças entre os 12 e os 17 anos.

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