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FFP2 ou máscaras cirúrgicas. Qual é a melhor para o dia-a-dia?
Sociedade 3 min. 17.01.2022
Covid-19

FFP2 ou máscaras cirúrgicas. Qual é a melhor para o dia-a-dia?

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FFP2 ou máscaras cirúrgicas. Qual é a melhor para o dia-a-dia?

Foto: AFP
Sociedade 3 min. 17.01.2022
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FFP2 ou máscaras cirúrgicas. Qual é a melhor para o dia-a-dia?

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
A nova variante Omicron, altamente contagiosa, veio intensificar a recomendação do uso de máscara. Mas será que estamos a fazê-lo de forma correta?

As máscaras já se tornaram num acessório fundamental de proteção no dia-a-dia. Desde há dois anos para cá, esta é uma das formas consensuais para combater a propagação do coronavírus, em todo o mundo. 

Para combater o aumento de casos causado pela nova variante Omicron,  altamente contagiosa, os especialistas têm recomendado o uso das máscaras FFP2 (certificação FFP, que significa Filtering Face Piece) que oferecem uma maior proteção. 

Mas também há quem defenda que as máscaras cirúrgicas são suficientes para travar o vírus em comunidade. É o caso do virologista Pedro Simas que considera que "as máscaras cirúrgicas são suficientes", sobretudo em Portugal, graças à taxa de vacinados. "Não penso que as máscaras sejam um problema", disse à CNN Portugal. 

As "FFP2 são máscaras que maximizam a proteção do seu utilizador e são aconselhadas para ambientes de risco, devido à sua capacidade de filtração", garante o diretor-geral do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), Brás Costa. No entanto, têm um inconveniente que deve ser tido em conta na sua utilização. 

O "nível de respirabilidade é muito baixo, logo, são apenas aconselhadas para períodos muito curtos ou podem arrastar um desconforto respiratório", diz Braz Costa. "Não é aconselhável para uma pessoa comum fazer o seu dia-a-dia com uma FFP2" se for para períodos de tempo longos, afirma o diretor-geral da entidade que certifica as máscaras. 

"As cirúrgicas cumprem o mesmo efeito de proteção da comunidade, de não difusão do vírus", por isso, as pessoas podem optar por estas na sua rotina, desde que tenham em conta as especificidades de utilização, afirma o diretor-geral. Se a máscara não for lavável, só "deve ser utilizada por quatro horas e ir para o lixo, tanto as cirúrgicas como as FFP2", garante. 

Em relação ao uso correto de uma máscara, um dos erros mais comuns é o elástico cruzado, que, no caso, "afasta a máscara do rosto e diminui a proteção", sendo preferível "dar um nó" se estiver larga.  

É importante que cada pessoa crie um ritual diário de manutenção e cuidado com as máscaras. Para Brás Costa, o segredo é lavar e reutilizar. "Eu opto mascaras têxteis certificadas, que podem ser lavadas. Estas podem ser usadas durante uma semana ou até um mês. Todos os dias, pego em duas mascaras - uma para de manhã e outra diferente para a tarde - e quando chego a casa, vão para lavar". Para situações de risco, como hospitais ou lares, pode usar-se as máscaras FFP2, tendo sempre em conta que são para períodos curtos. "No outro dia. fui ao hospital e optei por um FFP2, mas assim que saí, troquei para uma máscara têxtil, mais confortável para respirar", diz o diretor-geral.  


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A partir da próxima segunda-feira, dia 3 de janeiro, a máscara volta a ser obrigatória para a comunidade escolar. A obrigatoriedade não se aplica aos recreios.

É possível um mundo sem máscara? 

A pandemia veio acelerar vários processos sociais e se, na Ásia, já se usava máscara por causa da poluição, agora dificilmente se deixará de lado o seu uso, sobretudo em locais mais fechados "como aviões ou metro. 

Já não imagino que seja possível, num futuro próximo utilizar esses meios de transporte sem a máscara". Esta "ficará para além do que se considera ser o fim da pandemia", garante Brás Costa.

 





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