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Férias no estrangeiro não são viagens prioritárias, lembra OMS
Sociedade 3 min. 31.07.2020

Férias no estrangeiro não são viagens prioritárias, lembra OMS

Férias no estrangeiro não são viagens prioritárias, lembra OMS

Foto: Anouk Antony
Sociedade 3 min. 31.07.2020

Férias no estrangeiro não são viagens prioritárias, lembra OMS

Organismo lembra que não há risco zero nas viagens e que as pessoas vulneráveis devem evitar fazer deslocações internacionais, sobretudo se houver transmissão comunitária nos países de origem ou de destino.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) veio lembrar esta quinta-feira, 30 de julho, que as férias no estrangeiro não são viagens prioritárias e que, como tal, as deslocações internacionais devem concentrar-se naquelas que são essenciais, como as relativas a emergências humanitárias, viagens de pessoal essencial e de repatriamento.

O organismo salientou ainda que as pessoas de risco e vulneráveis devem evitar viajar. 

"Viajantes doentes e pessoas em risco, incluindo viajantes idosos e pessoas com doenças crónicas ou condições de saúde subjacentes, devem atrasar ou evitar viajar internacionalmente, para e de áreas com transmissão comunitária", escreve o organismo nas recomendações de viagens.

Diferentes riscos

Apesar de no início desta semana, ter dito que manter as fronteiras fechadas não era uma estratégia "viável" para controlar o coronavírus, ainda que reconhecendo ao mesmo tempo a dificuldade de ter uma estratégia internacional abrangente, a OMS alerta para o facto de não existir risco zero de contágio nas viagens internacionais.


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Portugal e o Luxemburgo têm sido considerados zonas de risco pelos seus pares e têm visto serem-lhes colocadas restrições e condições a quem a partir deles viaje.

 "Não existe "risco zero" ao considerar a potencial importação ou exportação de casos no contexto de viagens internacionais. Por conseguinte, uma avaliação e gestão exaustiva e contínua dos riscos ajudará a identificar, reduzir e mitigar esses riscos".

Nessa avaliação, países de origem e de destino devem ser analisados do ponto de vista epidemiológico, sendo que o processo de decisão deve incluir os contextos locais e uma série de fatores.

"Os seguintes fatores devem ser considerados: epidemiologia local e padrões de transmissão, as medidas nacionais de saúde pública e sociais para controlar os surtos, tanto nos países de partida como nos países de destino; saúde pública e capacidade dos serviços de saúde a nível nacional e subnacional para gerir casos suspeitos e confirmados entre viajantes, incluindo nos pontos de entrada (portos, aeroportos, travessias terrestres) para mitigar e gerir o risco de importação ou exportação da doença; e o conhecimento evolutivo sobre a transmissão da COVID-19 e as suas características clínicas", refere a OMS.

O organismo chama, por isso, a atenção para a falta de estratégia concertada entre países nas medidas de prevenção que são impostas à chegada aos territórios, como a realização de testes e quarentenas.

A inclusão de determinados países em zonas de risco, como tem acontecido com o Luxemburgo e Portugal por parte de outros países da União Europeia e do espaço Schnegen, revela essa falta de concertação e tem gerado críticas por parte dos estados penalizados por essa inclusão, que argumentam com o facto de certos indicadores - como a abrangência da testagem - não serem ponderados na decisão final.


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Várias restrições mantêm-se e outras vão sendo levantadas ou adicionadas conforme a evolução do vírus nos países. As regras variam consoante o destino e a proveniência dos viajantes.

Assim, a OMS elencou alguns parâmetros a ter em conta sobre avaliação de risco nos países, para efeitos de viagem.

"Quando o país de partida e o país de chegada partilham uma intensidade semelhante de transmissão do vírus SRA-CoV-2, não existe um risco substancial de impacto potencial na atual situação epidemiológica", explica o organismo.

Já "quando o país de partida regista uma transmissão mais intensa do vírus Sars-CoV-2 do que o país de chegada, o risco de afectar negativamente a situação epidemiológica no país de destino é maior", mas ressalva que isso pode alterar-se se o país de origem estiver em fase de redução dessa transmissão.

"Quando o país de partida está a sofrer uma transmissão de menor intensidade, então o risco de afectar negativamente a situação epidemiológica no país de chegada é menor", afirma a OMS.

O organismo faz notar ainda que a avaliação de risco deve também ter em conta os novos conhecimentos à medida que estes forem surgindo, como variações subnacionais - regionais ou locais - tanto em países de partida como de destino 

Transversalmente a isso tudo, a OMS sublinha que "os países devem planear e avaliar continuamente as suas capacidades para testar, acompanhar, isolar e gerir casos importados e a quarentena dos seus contactos".





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