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Família de Rendeiro já fez pedido para dar início a trasladação
Sociedade 19.05.2022
Justiça

Família de Rendeiro já fez pedido para dar início a trasladação

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Família de Rendeiro já fez pedido para dar início a trasladação

Foto: Lusa
Sociedade 19.05.2022
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Família de Rendeiro já fez pedido para dar início a trasladação

Lusa
Lusa
Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha adiantado à Lusa estar "em articulação com os representantes da família e a acompanhar toda a situação, prestando apoio".

 A família de João Rendeiro, encontrado morto na sua cela na África do Sul, já pediu a trasladação do corpo para Portugal e está em contacto com as entidades consulares nesse país e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. A informação foi confirmada à Lusa por fonte ligada ao processo.

O antigo presidente do BPP foi encontrado morto na semana passada na cadeia onde estava detido, na África do Sul. João Rendeiro estava detido numa prisão de Durban, onde aguardava uma decisão sobre o processo de extradição para Portugal.


O fundador e ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), João Rendeiro, à saida do Campus de Justiça onde decorre o julgamento do processo relacionado com o veículo criado no universo BPP para investir especificamente em ações do Banco Comercial Português (BCP), onde é acusado pelo Ministério Público de burla qualificado, em Lisboa, 12 de fevereiro de 2014. O julgamento de três ex-gestores do BPP, João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, tem início esta manhã enquanto decorre a investigação do processo principal do caso BPP. MÁRIO CRUZ / LUSA
Crimes & escapadelas
Confirma-se a velha maldição: nenhum banqueiro é preso em Portugal. Os lesados, lesados ficam. Na arte de fugir, Rendeiro não está só.

Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) tinha adiantado à Lusa estar "em articulação com os representantes da família e a acompanhar toda a situação, prestando apoio".

"Em caso de morte de um cidadão nacional no estrangeiro, o posto consular da área de jurisdição onde ocorra o óbito acompanha a situação, prestando apoio aos familiares a pedido destes e, mediante a apresentação da certidão de óbito local, procede à transcrição do óbito para o regime jurídico português", esclareceu o MNE.


O ex-banqueiro João Rendeiro na sala de tribunal em Verulam, Durban, África do Sul.
Serviços prisionais excluem envolvimento de terceiros na morte de Rendeiro
Segundo o responsável do Departamento de Serviços Penitenciários, “a investigação está em curso e o relatório da autópsia será dado a conhecer à família”, adiantando não ter ainda informação de quando é que esta será realizada.

Só após a transcrição, continua o MNE, e a pedido da família, "o posto consular pode emitir um alvará de transladação, que permitirá à família trazer o corpo do cidadão falecido para Portugal". 

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