Escolha as suas informações

Facebook vai proibir mensagens de ódio e moderar publicações políticas
Sociedade 2 min. 27.06.2020

Facebook vai proibir mensagens de ódio e moderar publicações políticas

Facebook vai proibir mensagens de ódio e moderar publicações políticas

DR
Sociedade 2 min. 27.06.2020

Facebook vai proibir mensagens de ódio e moderar publicações políticas

O anúncio foi feito por Mark Zuckerberg, esta sexta-feira, e revela uma mudança de posição relativamente à moderação de conteúdos 'online'.

O Facebook anunciou esta sexta-feira, 26 de junho, que vai restringir mensagens de ódio e sinalizar publicações de políticos que violem as regras da rede social.

O anúncio foi feito pelo CEO e co-criador da plataforma, Mark Zuckerberg, e revela uma mudança de posição relativamente à moderação de conteúdos 'online', numa semana em que as ações do Facebook caíram 7%.

Com estas novas medidas, o Facebook segue a política recente do Twitter, que assinala posts de políticos, como Donald Trump, quando incorrem em desinformação e partilham dados falsos.


Facebook apaga contas com ligações a grupos supremacistas brancos
O Facebook anunciou esta sexta-feira que removeu das suas plataformas de redes sociais várias contas com ligações a grupos de extrema-direita que planeavam infiltrar-se nos protestos contra a violência policial que decorrem há vários dias nos Estados Unidos.

"Para esclarecer um ponto: não há isenção noticiosa para conteúdos que incitam à violência ou que suprimem o voto. Mesmo que um político ou funcionário governamental o diga, se determinarmos que o conteúdo pode levar à violência ou privar as pessoas do seu direito de voto, retiraremos esse conteúdo", escreveu Zuckerberg na sua plataforma, enquanto anunciava as mudanças, entre as quais o alargamento das restrições às mensagens de ódio. 

Na sua definição de conteúdo de ódio a rede social passa a incluir conteúdos que sugiram que alguém de uma dada cor, étnia, género, orientação sexual, religião, ou nação é "uma ameaça à segurança física". 

Serão também banidas as falsas alegações destinadas a desencorajar o voto, tais como histórias veiculadas nos EUA sobre agentes federais que verificam o estatuto legal dos cidadãos em locais de votação.  


Facebook, Twitter e Google criticam projeto contra notícias falsas no Brasil
A disseminação de notícias falsas intensificou-se no país desde a campanha eleitoral do atual presidente, Jair Bolsonaro. Mas as gigantes tecnológicas apontam falhas na proteção da privacidade e segurança dos cidadãos no novo projeto de lei.

Há várias semanas que o Facebook enfrenta uma pressão crescente para melhor regular os conteúdos que incitam ao ódio.  

Inicialmente, o diretor da empresa tinha-se recusado a tomar medidas semelhantes às avançadas pelo Twitter, que, por exemplo, colocou, nas mensagens de Trump que sugeriam falsamente que os votos por correspondência levariam à fraude eleitoral nos Estados Unidos, o rótulo "verifique os factos".

Além da pressão da opinião pública, a difusão de notícias falsas e discursos de ódio, num contexto de polarização social, sobretudo nos EUA, tem levado ao afastamento de anunciantes importantes e tido consequência no valor de mercado das próprias plataformas.

Esta sexta-feira, as ações do Facebook e do Twitter tinham caído drasticamente depois de a Unilever, empresa de marcas como Ben & Jerry's Ice Cream e Dove, ter dito que iria suspender a publicidade no Facebook, Twitter e Instagram pelo menos até ao final do ano.

com agências

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

França aprova lei contra o ódio na internet
A principal medida da nova lei obriga plataformas como o Facebook e o Twitter e os motores de buscas da internet a retirarem conteúdos violentos e insultos em 24 horas. Se não o fizerem, estarão sujeitos a multas de até 1,25 milhões de euros.
Opinião: Não, o Facebook não pode ser o único bode expiatório
(Antes de despejar toda a raiva a propósito do meu título por favor leia esta crónica até ao fim.) Longe de mim querer desculpabilizar a maior rede social do mundo e um dos mais populares jovens bilionários do mundo. Mas ao focarmo-nos demasiado no Facebook estamos a desviar os olhares de quem também tem culpa no cartório.