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Facebook anuncia 10.000 postos de trabalho na Europa para criar o "metaverso"
Sociedade 3 min. 18.10.2021
Tecnologia

Facebook anuncia 10.000 postos de trabalho na Europa para criar o "metaverso"

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Facebook anuncia 10.000 postos de trabalho na Europa para criar o "metaverso"

Foto: Facebook/dpa
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Facebook anuncia 10.000 postos de trabalho na Europa para criar o "metaverso"

AFP
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O "metaverso" é uma espécie de espaço virtual semelhante ao mundo físico, mas acessível através da internet.

O Facebook planeia contratar 10.000 pessoas dentro de cinco anos na União Europeia para trabalhar no "metaverso", o mundo paralelo digital que é o Santo Graal de Mark Zuckerberg, o fundador e chefe do gigante das redes sociais dos EUA.

"Este investimento é um voto de confiança na força da indústria tecnológica europeia e no potencial do talento tecnológico europeu", afirmaram Nick Clegg e Javier Olivan, dois dos mais altos executivos do grupo (na Europa), que tem agora mais de 63.000 empregados em todo o mundo.

No artigo publicado num blogue não foram fornecidos dados precisos sobre os países onde os futuros empregos estarão localizados, nem sobre o tipo de empregos em questão. "A necessidade de engenheiros altamente especializados é uma das prioridades mais urgentes do Facebook", pode ler-se. 

 O "metaverso" - uma contração do "meta universo", é uma espécie de espaço virtual semelhante ao mundo físico, mas acessível através da internet. Graças, em particular, à realidade virtual e aumentada, deverá permitir aumentar a interação humana, libertando-a dos constrangimentos físicos. 

Pode, por exemplo, tornar possível dançar numa discoteca com pessoas a milhares de quilómetros de distância, mas também comprar ou vender bens ou serviços digitais, muitos dos quais ainda não foram inventados. 

"A qualidade essencial do metaverso será a presença - a sensação de estar realmente lá com as pessoas", explicou Mark Zuckerberg em julho no seu perfil do Facebook. Não se trata apenas de criar "uma grande experiência nova", mas também "uma onda económica que poderia criar oportunidades para pessoas de todo o mundo", explicou numa entrevista há vários meses atrás.

Na mensagem publicada esta segunda-feira, Nick Clegg e Javier Olivan prestam uma sincera homenagem ao papel da Europa na regulamentação contra os excessos da Internet. "Os decisores políticos europeus estão a liderar o caminho para ajudar a incorporar valores europeus como a liberdade de expressão, privacidade, transparência e os direitos dos indivíduos no funcionamento quotidiano da internet", dizem. A Europa "tem um papel importante a desempenhar na elaboração das novas regras da Internet", sublinham. 


Quando o Facebook apaga o mundo pode acabar com ele?
O apagão do Facebook, Instagram e WhatsApp a 4 de outubro, afetando mais de 3,5 mil milhões de pessoas, colocou na ordem do dia a questão da estabilidade da rede e dos perigos que corremos ao termos a vida controlada sobretudo por computadores e pela Internet.

O anúncio do Facebook surge num contexto tenso para a empresa californiana, que precisa de reconstruir a sua imagem, uma vez que tem sido acusada nos últimos meses de ignorar os impactos sociais negativos das suas atividades, promovendo a desinformação e as fake news.

A última acusação, no início de outubro veio de Frances Haugen, uma antiga funcionária do Facebook, que acusa o grupo americano de pressionar os adolescentes a utilizarem cada vez mais as suas plataformas, com o risco de causar dependência.

"Nenhuma empresa será dona do 'metaverso'" 

No post, os dois executivos europeus do Facebook reiteram que a rede socuak não está a tentar construir um novo universo fechado com o "metaverso", à semelhança do próprio Facebook. "Nenhuma empresa será proprietária ou operará o metaverso. (...) Tal como a Internet, a sua principal característica será a abertura e interoperabilidade. Para lhe dar vida, será necessária a colaboração e cooperação entre empresas, promotores, criadores e decisores políticos", acrescentam. 

A rede social já é um dos líderes mundiais em realidade virtual, tendo adquirido em 2014 a Oculus, criadora dos primeiros óculos de realidade virtual, por 2 mil milhões de dólares. Em setembro passado, nomeou Andrew Bosworth, chefe dos Laboratórios de Realidade do Facebook, diretor de Tecnologia da empresa.

O gigante americano não é o único a apostar no "metaverso". A Epic Games, a empresa por detrás do jogo Fortnite, indicou que parte dos 1.000 milhões de dólares angariados este ano por investidores institucionais, incluindo a Sony, serão dedicados ao" metaverso". 

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