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Luxemburgo com pico de excesso de mortalidade em novembro de 2020
Sociedade 3 min. 17.06.2021
Eurostat

Luxemburgo com pico de excesso de mortalidade em novembro de 2020

Eurostat

Luxemburgo com pico de excesso de mortalidade em novembro de 2020

AFP
Sociedade 3 min. 17.06.2021
Eurostat

Luxemburgo com pico de excesso de mortalidade em novembro de 2020

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Num ano de pandemia, a UE registou dois ciclos de excesso de mortalidade, com picos em abril e novembro e queda acentuada a partir daí - tendências que o Grão-Ducado acompanhou. Março e abril de 2021 trouxeram nova subida.

Entre janeiro de 2020 e abril de 2021, a UE viveu dois ciclos completos de excesso de mortalidade e o Luxemburgo acompanhou a tendência, superando a média comunitária no que respeita ao pico de excesso de mortalidade, atingido no segundo ciclo, durante o mês de novembro.

De acordo com os dados revelados esta quinta-feira, 16 de junho, pelo Eurostat, o primeiro ciclo coincidiu com o período que correspondeu à primeira vaga da pandemia da covid-19 na Europa, entre março e maio de 2020, registando-se um pico de +25% em abril.  O segundo ocorreu entre agosto de 2020 e abril de 2021, com um pico mais mortal do que o primeiro, de +40% em novembro, face às médias do mesmo mês entre 2016 e 2019.


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Foi também em novembro de 2020 que o Luxemburgo atingiu o pico mais alto de excesso de mortalidade, de +45,2%, acima da média da União Europeia que, nesse mês, registou +40,3%. A tendência manteve-se ainda durante o mês de dezembro, com o Grão-Ducado a apresentar novamente um excesso de mortalidade superior à média comunitária, de +32,7%, comparativamente com os +29,9% da UE.

No pico do primeiro ciclo, em abril de 2020, o Luxemburgo registou um excesso de mortalidade de +18,5%, mas ao contrário de novembro ficou abaixo da média europeia, que foi de +25.2%.

Em fevereiro de 2020, mês em que a pandemia chegou ao Luxemburgo - o primeiro caso foi confirmado pelo Governo a 29 de fevereiro-, o país registou o nível mais baixo de excesso de mortalidade, com -11,1%, do período analisado pelo Eurostat, e que abrange o primeiro ano da crise de covid-19. Depois desse mês, só nos meses de junho e julho de 2020 é que o Grão-Ducado voltou a ter saldo negativo, com um excesso de mortalidade de -0.2% e -0.4%, respetivamente. 

Após o valor mais alto, atingido em novembro, o excesso de mortalidade começou a diminuir gradualmente, registando novamente valores negativos em fevereiro deste ano (-3,6%), quando a média da UE ainda era positiva, situando-se em +5,5%.

No entanto, os dados do Eurostat mostram que o excesso de mortalidade voltou a subir no Grão-Ducado, nos meses de março e abril, que registaram, respetivamente, +9,5% e +8,1%, face a +9,9% e +20,9% da média da UE, verificada nos mesmos meses. Uma tendência em linha com o que se verificou globalmente no conjunto dos países comunitários.


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Em 2020, a taxa de mortalidade no país chegou aos 7,3%, valor que não era alcançado há mais de uma década, afirma o Statec.

Em termos gerais, nos primeiros dois meses de 2021, o excesso de mortalidade na UE começou a recuar após o maior pico atingido em novembro de 2020, com +17% em janeiro e +5,5% em fevereiro. Contudo, voltou a aumentar em março (+10%) e abril (+21%), com taxas nacionais que variam entre -6% em Portugal e -5% na Suécia  e os +66% na Polónia e +76% na Bulgária.

Taxa de mortalidade de 2020 foi a mais alta em mais de uma década

Segundo dados divulgados na semana passada, pelo Statec, em 2020, a taxa de mortalidade no país chegou aos 7,3%, o valor que não se verificava há mais de uma década, desde as mortíferas ondas de calor de  2003 e 2006.

Em 2020, o Grão-Ducado registou um total de 4.609 óbitos em todas as causas, mais 326 que em 2019, correspondente a uma mortalidade 5,8% mais elevada do que o esperado.  Dessas mortes, 438 foram diretamente associadas à covid-19.




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