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Estudo. Vestígios de covid-19 encontrados em amêijoas
Sociedade 18.04.2021

Estudo. Vestígios de covid-19 encontrados em amêijoas

Estudo. Vestígios de covid-19 encontrados em amêijoas

Sociedade 18.04.2021

Estudo. Vestígios de covid-19 encontrados em amêijoas

Redação
Redação
Segundo os investigadores, não há risco de contrair a covid-19 através da ingestão deste alimento.

Investigadores da Universidade de Santiago de Compostela, em Espanha, encontraram vestígios de material genético do vírus da covid-19 em amêijoas apanhadas na costa da Galiza. 

De acordo com um dos envolvidos na investigação, o professor Jesús López Romalde, "os resultados sugerem um estado não infeccioso do vírus e um alto grau de degração do seu ácido nucleico, o que implica um risco praticamente nulo de apanhar SARS-Cov-2 através do consumo de moluscos".

"Quando começou a pandemia, descobriu-se que o SARS-CoV-2 podia ser detetado nas fezes, pelo que o material genético do vírus estava presente nas águas residuais. As equipas com as quais trabalhamos neste campo puseram logo em marcha para ver como podíamos ajudar a controlar a expansão da pandemia mediante a análise das águas, com o objetivo de prever surtos na população", acrescentou o professor. 

"Estamos há muitos anos a estudar os vírus que se transmitem por via fecal-oral, responsáveis de doenças como a gastroenterite", concluiu. 

Por ser uma espécie filtradora, os bivalves têm uma história de vetores de transmissão de vírus entéricos (vírus humanos presentes nas fezes). Daí que os investigadores tenham recolhido, entre maio e junho de 2020, em dois bancos naturais nos estuários galegos, 12 amostras de amêijoas e em nove foram detetados vestígios do vírus, mas nenhuma se mostrou infeciosa.


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