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Estudo sugere que vacinação mista gera resposta imunitária mais forte contra a covid-19
Sociedade 2 min. 07.06.2021

Estudo sugere que vacinação mista gera resposta imunitária mais forte contra a covid-19

Estudo sugere que vacinação mista gera resposta imunitária mais forte contra a covid-19

Foto: Robert Michael/dpa-Zentralbild/d
Sociedade 2 min. 07.06.2021

Estudo sugere que vacinação mista gera resposta imunitária mais forte contra a covid-19

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Resultados preliminares de investigação alemã apontam para melhores resultados na resposta imunitária do corpo a combinação de dose da Astrazeneca com dose da Pfizer/BioNTech.

A vacinação combinada de uma primeira dose Astrazeneca com uma segunda da BioNtech/Pfizer é "significativamente mais eficaz" contra o novo coronavírus do que uma vacinação com duas doses de Astrazeneca, apontam os resultados preliminares de um novo estudo alemão.

De acordo com a imunologista Martina Sester, da Universidade do Sarre e coordenadora do estudo, a investigação mostrou que a resposta de defesa do corpo foi ainda "ligeiramente superior" com a combinação da vacina Astrazeneca e Pfizer/BioNtech do que com uma vacinação com duas doses desta última.


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Para chegar as estas conclusões, a equipa de investigadores analisou a resposta imunitária de 250 indivíduos totalmente vacinados nas últimas semanas e a análise mostrou, segundo Martina Sester, que uma vacinação combinada Astra-Pfizer/BioNTech, bem como duas vacinações Pfizer/BioNTech, mostraram "cerca de dez vezes mais anticorpos no sangue" do que uma dupla dose de Astrazeneca. Mas não só. A mistura de uma dose da Astrazeneca com a outra da Pfizer/BioNTech superou as restantes combinações.

"Em termos de anticorpos neutralizantes, a estratégia de vacinação combinada mostrou, até, resultados ligeiramente melhores do que uma vacina de duas doses Pfizer/BioNTech", afirmou a investigadora. 

Os resultados do estudo aguardam ainda a revisão dos pares e a respetiva publicação científica. Mas Martina Sester considera que são suficientemente inequívocos para serem guardados até à sua publicação e exorta outros cientistas a fazerem investigações no mesmo sentido. "Pensamos que se mais equipas de investigação chegarem a conclusões semelhantes, devemos pensar bem em combinar vacinas vetoriais e mRNA", afirma. 


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Recentemente, um estudo preliminar feito no Reino Unido apontou para melhorias nos sintomas prolongados de covid-19 naqueles que já tomaram as vacinas, sobretudos as de mRNA, como as da Pfizer/BioNTech e da Moderna.  

A investigação alemã, divulgada hoje, equaciona a possibilidade de as pessoas com doenças pré-existentes, cujas defesas imunitárias são mais fracas, receberem uma versão combinada, numa eventual terceira dose da vacina, "a fim de gerar uma resposta imunitária o mais ampla possível". 

A vacinação mista é também uma recomendação da Comissão Permanente de Vacinação alemã (Stiko), na sequência da descoberta de complicações raras mas graves após as primeiras vacinações da Astrazeneca, particularmente em pessoas mais jovens. Com base em considerações de risco-benefício, o organismo recomenda que as pessoas com menos de 60 anos de idade que já tenham tomado uma dose da vacina Astrazeneca recebam uma segunda vacina de mRNA, como é o caso da Pfizer/BioNTech.

A Agência Europeia do Medicamento, recomendou, no início deste mês,  a aprovação de linhas de produção adicionais para o fabrico de vacinas da Pfizer em Puurs, na Bélgica. 

"Com base na revisão dos dados apresentados pela BioNTech Manufacturing GmbH, a decisão da EMA reafirma que a fábrica da Puurs é capaz de produzir consistentemente vacinas de alta qualidade e permite à Pfizer/BioNTech aumentar os volumes de vacinas produzidas neste local", refere a agência numa nota publicada no site. 

Com agências

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