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Estudo. Sars-CoV-2 sobrevive nos tecidos até três dias
Sociedade 24.02.2021

Estudo. Sars-CoV-2 sobrevive nos tecidos até três dias

Estudo. Sars-CoV-2 sobrevive nos tecidos até três dias

Foto: Chris Karaba
Sociedade 24.02.2021

Estudo. Sars-CoV-2 sobrevive nos tecidos até três dias

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Estudo britânico revela que o vírus, quando em contacto com poliéster, não só está ativo durante três dias como também consegue passar para outras superfícies.

Com o objetivo de estudar o comportamento do Sars-CoV-2, vírus responsável pela covid-19, uma equipa de virologistas e microbiologistas da Universidade de Montfort (DMU, na sigla inglesa) de Leicester realizou testes com vários tipos de tecidos, habitualmente utilizados na indústria da saúde. 

Os cientistas adicionaram  gotículas de um modelo de coronavírus chamado HCoV-OC43 - com uma estrutura e um padrão de sobrevivência muito semelhantes aos do Sars-CoV-2 - ao poliéster, ao policarbonato (usado em tecidos sintéticos) e aos tecidos 100% algodão.

O estudo mostrou que o Sars-CoV-2 sobrevive até 72 horas (três dias) em poliéster e, para além disso, consegue passar daí para outra superfície e continuar ativo. Nos tecidos 100% de algodão, o vírus durou 24 horas enquanto que no policarbonato só sobreviveu durante seis horas. 

"As nossas descobertas mostram que três dos têxteis mais utilizados nos cuidados de saúde representam um risco de transmissão do vírus. Se enfermeiros e profissionais de saúde levarem os uniformes para casa,podem estar a deixar vestígios do vírus noutras superfícies", disse Katie Laird, chefe do Departamento de Investigação de Doenças Infecciosas da DMU.

Para travar o risco de transmissão, a equipa de investigadores recomenda que os hospitais lavem com processos industriais todos os uniformes e equipamentos de proteção individual reutilizáveis, porque mesmo lavando a temperaturas elevadas numa máquina simples "não elimina o vírus e não elimina o risco de que a roupa contaminada deixe rastos do coronavírus noutras superfícies em casa ou nos carros", disse a cientista. 


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