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Estudo britânico calcula probabilidade de alguém se contagiar ao viajar de comboio
Sociedade 2 min. 10.08.2020

Estudo britânico calcula probabilidade de alguém se contagiar ao viajar de comboio

Estudo britânico calcula probabilidade de alguém se contagiar ao viajar de comboio

Foto: Armand Wagner
Sociedade 2 min. 10.08.2020

Estudo britânico calcula probabilidade de alguém se contagiar ao viajar de comboio

Investigação da Universidade de Southampton, no Reino Unido, mostrou que os passageiros que viajam em assentos diretamente adjacentes a uma pessoa infetada sofriam o nível mais alto de transmissão, com uma contração média da doença de 3,5%.

O estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, e examinou as possibilidades de contrair covid-19 numa carruagem de comboio que transportava uma pessoa infetada.

De acordo com o DN, a investigação tomou como base as rotas de alta velocidade da China e os investigadores descobriram que, para passageiros de comboio sentados a três filas e cinco colunas de uma pessoa infetada (paciente-índice), entre zero e 10% (10,3) contraíram a doença. A taxa média de transmissão para esses viajantes foi de 0,32%.

O estudo, em colaboração com a Academia Chinesa de Ciências, a Academia Chinesa de Eletrónica e Tecnologia da Informação e o Centro Chinês para Controlo e Prevenção de Doenças, também mostrou, segundo o DN, que os passageiros que viajam em assentos diretamente adjacentes a uma pessoa infetada sofriam o nível mais alto de transmissão, com uma contração média da doença de 3,5%. Para quem está sentado na mesma fila, o valor foi de 1,5%.

A chamada taxa de incidência de cada assento, relativa ao número de passageiros num determinado assento com diagnóstico de covid-19 dividido pelo número total de passageiros a viajar no mesmo assento, aumentou 0,15% a cada hora que uma pessoa viajava com um caso positivo de covid-19. Para as pessoas que ocupam as cadeiras adjacentes, essa taxa de aumento foi maior, de 1,3% por hora.

Na investigação foi utilizado um modelo sofisticado para analisar itinerários relacionados com passageiros anónimos e dados de infeção em comboios na rede de alta velocidade da China, o que incluiu aqueles que tinham covid-19 no momento da viagem e os seus contactos próximos (que apresentaram sintomas nos 14 dias após a viagem).

Os dados, que abrangeram o período de 19 de dezembro de 2019 a 6 de março de 2020, incluíram 2.334 pacientes-índice e 72.093 contactos próximos. A duração da viagem variou de menos de uma hora a oito horas.

"O nosso estudo mostra que, embora haja um risco maior de transmissão covid-19 nos comboios, a localização do assento de uma pessoa e o tempo de viagem com uma pessoa infetada podem fazer uma grande diferença na transmissão. Os resultados sugerem que durante a pandemia é importante reduzir a densidade de passageiros e promover medidas de higiene pessoal, o uso de máscaras faciais e, possivelmente, realizar verificações de temperatura antes do embarque", explica o principal autor do estudo, Shengjie Lai.

Os investigadores concluíram que, dadas as taxas de incidência estimadas para passageiros na mesma fila de uma pessoa infetada, é necessária uma distância social segura de mais de um metro para uma hora de viagem juntos. Após duas horas de contacto, consideram que uma distância inferior a 2,5 metros pode ser insuficiente para evitar a transmissão.

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