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Estudo brasileiro diz que pandemia pode ser controlada com 75% da população vacinada
Sociedade 3 min. 01.06.2021 Do nosso arquivo online

Estudo brasileiro diz que pandemia pode ser controlada com 75% da população vacinada

Estudo brasileiro diz que pandemia pode ser controlada com 75% da população vacinada

Foto: AFP
Sociedade 3 min. 01.06.2021 Do nosso arquivo online

Estudo brasileiro diz que pandemia pode ser controlada com 75% da população vacinada

Lusa
Lusa
O estudo, pioneiro a nível mundial, mostrou que a vacinação protege tanto os adultos imunizados, quanto crianças e adolescentes que não receberam a vacina.

A pandemia de covid-19 pode ser controlada com 75% da população vacinada, segundo um estudo divulgado na segunda. A investigação foi desenvolvida na cidade brasileira de Serrana, em São Paulo, através da imunização em massa com a vacina Coronavac.

O estudo, denominado "Projeto S" e divulgado pelo Instituto Butantan e pelo Governo de São Paulo, mostrou ainda que a imunização da população adulta do município de Serrana fez os casos sintomáticos de covid-19 diminuírem 80%, os internamentos 86% e as mortes 95%.

“O estudo indica que, com 75% da população-alvo imunizada com as duas doses da vacina Coronavac, a pandemia foi controlada em Serrana e isso pode reproduzir-se em todo o Brasil. Os resultados demonstram de forma categórica o que poderia estar a acontecer no Brasil inteiro, se não fosse o atraso na vacinação”, afirmou o governador de São Paulo, João Doria.

O estudo, pioneiro a nível mundial, mostrou que a vacinação protege tanto os adultos imunizados, quanto crianças e adolescentes que não receberam a vacina. "O resultado mais importante foi entender que podemos controlar a pandemia mesmo sem vacinar toda a população. Quando atingida a cobertura de 70% a 75%, a queda na incidência foi percebida até no grupo que ainda não tinha completado o esquema vacinal", explicou o diretor de ensaios clínicos do Butantan, Ricardo Palacios, que liderou o estudo.

A análise ocorreu em Serrana, no interior do estado de São Paulo e que abriga 45 mil habitantes, dos quais cerca de 27 mil, maiores de 18 anos, foram imunizados com a Coronavac, vacina do laboratório chinês Sinovac, entre 17 de fevereiro e 11 de abril. Serrana foi escolhida porque apresentava um alto índice de prevalência de infeções pelo novo coronavírus.

Vacina Coronavac foi produzida pelo laboratório chinês Sinovac.
Vacina Coronavac foi produzida pelo laboratório chinês Sinovac.
Foto: AFP

Para o estudo, a cidade foi dividida em 25 subáreas, formando quatro grandes grupos populacionais que receberam o imunizante em semanas sucessivas. A vacina foi oferecida a todos os maiores de 18 anos elegíveis para o estudo em quatro etapas e datas distintas.

"Outra conclusão importante é a avaliação da incidência da doença em Serrana na comparação com as cidades vizinhas. Serrana tem cerca de 10 mil moradores que trabalham em Ribeirão Preto diariamente. Porém, enquanto Ribeirão Preto e cidades da região vêm apresentando aumento de casos, Serrana manteve taxas de incidência baixas graças à vacinação", indicou o Butantan, em comunicado.

"Ou seja, além da queda das infeções, os moradores que transitam em outras cidades não trouxeram um incremento relevante nos casos. O 'Projeto S' criou um 'cinturão imunológico' em Serrana, uma barreira coletiva contra o vírus, reduzindo drasticamente a transmissão no município", acrescentou o instituto, que produz no Brasil a Coronavac.

A redução foi constatada através da comparação dos dados do início do projeto – até ao fim da vacinação de todos os grupos – com o restante do trimestre avaliado (fevereiro, março e abril de 2021).

Os dados indicam que em 16 de fevereiro, um dia antes do início do processo de vacinação massiva, Serrana somou 57 óbitos e 2.499 casos confirmados do vírus. Após a imunização, os casos caíram para 699 em março e 251 em abril. As mortes diminuíram de 30 para seis no mesmo período.

O Brasil é um dos países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, com mais de 461.000 mortos.
O Brasil é um dos países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, com mais de 461.000 mortos.
Foto: AFP

O Brasil, um dos países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, totaliza 461.931 óbitos e 16.515.120 infeções pelo novo coronavírus. A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.543.125 mortos no mundo, resultantes de mais de 170,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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