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"Estamos à beira do abismo", alerta ONU sobre aquecimento global
Sociedade 20.04.2021

"Estamos à beira do abismo", alerta ONU sobre aquecimento global

"Estamos à beira do abismo", alerta ONU sobre aquecimento global

Foto: AFP
Sociedade 20.04.2021

"Estamos à beira do abismo", alerta ONU sobre aquecimento global

O ano de 2020 foi um dos três mais quentes da história e o abrandamento da economia global na sequência da crise pandémica não foi suficiente para mitigar os fatores que impulsionam as alterações climáticas, afirma um relatório divulgado na segunda-feira pela Organização Meteorológica Mundial.

O documento desta agência das Nações Unidas assinala que 2020 foi o terceiro ano mais quente de sempre, atrás de 2016 e 2019, com a temperatura média global a situar-se 1,2 graus Celsius acima dos níveis prévios à Revolução Industrial. Além disso, a década de 2011 a 2020 ultrapassou todos os registos de temperatura anteriores.

As concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera continuaram a aumentar ao longo dos últimos dois anos. O nível do mar também continuou a subir durante a década de 2020 - um processo que se acelerou ainda mais nos últimos meses - em parte como resultado de um novo derretimento dos glaciares da Gronelândia e da Antártida.

Segundo o relatório, a mesmo tempo, os ecossistemas marinhos e a vida selvagem continuam a sofrer as consequências negativas da acidificação e desoxigenação da água dos oceanos.

O texto adverte que as numerosas catástrofes naturais do ano passado, incluindo tempestades devastadoras, inundações e secas, juntamente com pandemias e conflitos, contribuíram para que a insegurança alimentar global estivesse a aumentar pela primeira vez após décadas de declive desse indicador.

"Este relatório mostra que não temos tempo a perder. O clima está a mudar e os custos dos impactos já são demasiado elevados para as pessoas e para o planeta. Este é o ano para agir", sublinhou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

"Os países devem comprometer-se a atingir emissões zero até 2050", acrescentou. E instou os signatários do Acordo de Paris a apresentarem o mais rapidamente possível planos nacionais para reduzir conjuntamente as emissões globais em 45% em relação aos níveis de 2010, isto até 2030.

"Estamos à beira do abismo. Estamos a ver níveis recorde em tempestades tropicais, em camadas de gelo derretidas ou glaciares, em relação à seca, ondas de calor e incêndios florestais", resumiu o secretário-geral das Nações Unidas numa conversa com a Reuters.

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