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França. Ensino primário em greve contra as medidas sanitárias
Sociedade 2 min. 12.01.2022
Covid-19

França. Ensino primário em greve contra as medidas sanitárias

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França. Ensino primário em greve contra as medidas sanitárias

Foto: António Pires
Sociedade 2 min. 12.01.2022
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França. Ensino primário em greve contra as medidas sanitárias

AFP
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"Não só o protocolo atual não protege os estudantes, o pessoal ou as suas famílias, como tem escolas completamente desorganizadas", acusa o maior sindicato de professores do país.

Cerca de três quartos dos professores do ensino primário em França planeiam aderir à greve agendada para esta quinta-feira, dia 13, em protesto contra as regras sanitárias impostas nas escolas. A confirmar-se a adesão, encerram metade das escolas primárias do país, anunciou o maior sindicato de professores, o Snuipp-FSU. 

O comunicado do sindicato a indicar a participação em força dos profissionais surge após a mais recente de várias mudanças nas exigências de testes e isolamento para potenciais casos positivos, anunciada pelo primeiro-ministro francês, Jean Castex, na segunda-feira. Para continuar a frequentar as aulas em França, uma criança tem de apresentar três testes negativos com o intervalo de dois dias cada um. 


França facilita protocolo de acesso às escolas
O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou a simplificação do protocolo sanitário para a covid-19 das escolas, numa altura em que mais de 10 mil turmas estão sem aulas devido à pandemia.

Até agora, o primeiro teste tinha de ser um PCR ou antigénio, levando a longas filas nas farmácias. O primeiro-ministro declarou que estes testes podem agora ser efetuados a crianças que sejam identificadas como caso de contacto sob a forma de autotestes. Estes são fornecidos gratuitamente nas farmácias aos pais, esclareceu.

Mas os professores não estão contentes com a situação e dizem que as perturbações nas aulas se tornaram incontroláveis com a propagação da variante Omicron, especialmente porque muitos pais continuam a não conseguir obter consultas de vacinação para crianças com mais de cinco anos, disponíveis apenas desde finais de dezembro. 

"Os alunos não podem aprender adequadamente porque a frequência varia muito, e é impossível pôr em prática um híbrido de ensino presencial e à distância", lamentou a Snuipp-FSU, acrescentando que os professores ausentes não estão a ser substituídos.  

O braço de ferro entre Governo e sindicatos estende-se também ao uso de máscaras. O SNUIPP-FSU exige que o governo forneça máscaras para o pessoal, incluindo as máscaras FFP2 mais protetoras, e monitores de CO2 para verificar se as salas de aula estão suficientemente ventiladas. Ainda esta semana, o Governo disse que as autoridades sanitárias não deram parecer favorável ao uso generalizado das FFP2. "Não só o protocolo atual não protege os estudantes, o pessoal ou as suas famílias, como tem escolas completamente desorganizadas", acusou o sindicato.

O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, afirmou que o Executivo francês está a fazer todos os possíveis para evitar o encerramento definitivo de escolas. "Sei que há muito cansaço, ansiedade... mas não se faz greve contra um vírus", disse Blanquer à televisão BFM na terça-feira. 

Desde segunda-feira, cerca de 10 mil turmas já foram suspensas em todo o país devido a casos de covid-19, representando cerca de 2% de todas as turmas do ensino primário, disse ainda o ministro. 

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