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Ensino complementar de português em Esch com mais alunos do que no ano passado
Sociedade 2 min. 25.07.2017 Do nosso arquivo online

Ensino complementar de português em Esch com mais alunos do que no ano passado

Ensino complementar de português em Esch com mais alunos do que no ano passado

Foto: Marc Wilwert
Sociedade 2 min. 25.07.2017 Do nosso arquivo online

Ensino complementar de português em Esch com mais alunos do que no ano passado

O ensino complementar de português em Esch-sur-Alzette, solução que resulta de um acordo entre Portugal e o Grão-Ducado, contará no próximo ano letivo com mais alunos do que os do ano passado, disse esta segunda-feira o coordenador do ensino de português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres.

O ensino complementar de português em Esch-sur-Alzette, solução que resulta de um acordo entre Portugal e o Grão-Ducado, contará no próximo ano letivo com mais alunos do que os do ano passado, disse esta segunda-feira o coordenador do ensino de português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres.

“Temos um número de inscritos superior ao que tínhamos no ensino integrado, com perspetivas de vir a aumentar”, afirmou aos jornalistas o coordenador do ensino do português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres, que participou ontem, em Lisboa, no segundo encontro de professores do ensino português no estrangeiro, dedicado ao tema “Aprender e ensinar português em contexto multilingue”.

Para já, estão inscritos 540 alunos para o próximo ano letivo, que arranca a 15 de setembro, quando no ano passado eram cerca de 530.

Joaquim Prazeres espera que, até lá, o número de inscrições ainda suba.

Trata-se de “um projeto novo” e por isso ainda “há reticências de alguns pais”, considerou o responsável, que estimou que mais de 300 encarregados de educação ainda não responderam.

Para Joaquim Prazeres, esta é “uma ótima solução”, que permite manter o ensino de português “dentro das escolas”, no interior do sistema de educação luxemburguês, sem pagamento de propina e com a avaliação dos alunos “lançada no boletim de notas”.

“O que interessa é o sucesso escolar dos alunos e manter a língua viva naquela região, onde há escolas com 60% de alunos portugueses”, sustentou.

O memorando de entendimento assinado entre Portugal e o Luxemburgo em abril permitiu ultrapassar um diferendo entre os dois países, depois de a comuna de Esch-sur-Alzette ter decidido encerrar o curso integrado de português, afetando 500 crianças.

No resto do país, mantém-se o ensino integrado nas localidades onde já existia e também o ensino paralelo, com pagamento de propina, noutros sítios.

No total, 26 professores ensinam língua portuguesa no Luxemburgo a 2.804 estudantes, mas o coordenador do ensino garante que a perspetiva é “criar uma dinâmica positiva e vir a aumentar o número de alunos”.

Em maio passado, um conselheiro das Comunidades no Grão-Ducado e vários dirigentes associativos consideraram que o acordo representa “um retrocesso”.

"Muitos vão ter de escolher entre ir para o desporto ou para o português, ou entre qualquer outra atividade de ocupação dos miúdos e o ensino da língua", apontou o representante do Luxemburgo eleito para o Conselho das Comunidades, um órgão de consulta do Governo português em matéria de emigração.

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