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Energia. Mulheres são mais prejudicadas pela subida dos preços
Sociedade 2 min. 15.11.2022
Crise

Energia. Mulheres são mais prejudicadas pela subida dos preços

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Energia. Mulheres são mais prejudicadas pela subida dos preços

Shutterstock
Sociedade 2 min. 15.11.2022
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Energia. Mulheres são mais prejudicadas pela subida dos preços

Redação
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Confederação Europeia de Sindicatos alerta para o impacto da desigualdade salarial na Europa na capacidade de suportar o aumento do custo de vida e pede "medidas urgentes".

As mulheres têm mais dificuldades que os homens em pagar as contas da energia, que dispararam nos últimos meses com a subida dos preços. 

O alerta é da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), numa declaração publicada esta terça-feira, e citada pela AFP, onde começa por lembrar que o facto de as mulheres europeias ganharem em média menos 13% do que os homens faz com que sejam "são mais afetadas pelo aumento dos preços da energia".


Mulheres perdem empregos mais rentáveis para estarem mais perto dos filhos
Estudo do Liser conclui que logo após o nascimento de um filho a desigualdade de género sobe nos trabalhos distantes do local da residência, com as mulheres a abdicarem mais de um salário melhor do que os homens.

Com base em inquéritos publicados no final de outubro pela agência europeia Eurofound, a estrutura que agrega os sindicatos europeus refere que "44% das mães solteiras e 31% das mulheres solteiras preveem que irão ter dificuldades no pagamento das suas contas de energia nos próximos três meses".

Estas percentagens contrastam com as dos homens que manifestam o mesmo receio: apenas 26% dos homens solteiros dizem ser "muito provável" ou "algo provável" que venham a ter dificuldade em pagar as suas faturas energéticas.

Para a CES, estes números revelam "a necessidade de medidas urgentes a nível nacional e europeu para proteger as mulheres da crise energética", agravada com a ofensiva russa na Ucrânia. 

O outono trouxe já um impacto significativo ao bolso dos consumidores, que deverá ser agravado com a chegada do Inverno, dentro de um mês. Segundo dados do Eurostat, recuperados pela AFP, em outubro deste ano, os preços da energia na zona euro subiram mais de 40% em relação a outubro de 2021.

Violência doméstica: Com a crise menos mulheres conseguem sair de casa

Segundo a CES, a crise provocada pelo aumento dos preços na energia e na generalidade dos bens está também a agravar a situação das mulheres que vivem em situações de violência doméstica ou em relacionamentos abusivos e que não conseguem sair de casa e libertar-se dessas situações por dependerem financeiramente do parceiro e não terem capacidade para se sustentarem sozinhas. 


Mulheres da UE trabalham sem receber ordenado até ao fim do ano
A contagem simbólica começou na quarta-feira e espelha a diferença salarial das mulheres face aos homens nas mesmas funções. Luxemburgo é líder europeu em matéria de igualdade salarial.

"Muitas mulheres já tinham dificuldade em pagar os custos das suas necessidades básicas por causa das desigualdades salariais", e este aumento  do custo de vida "deixou-as numa situação muito precária, afirma a secretária-geral adjunta da CES, Esther Lynch, citada na declaração do organismo sindical.

Em termos médios, referem os dados mais recentes do Eurostat, a desigualdade salarial na União Europeia é de 13% com prejuízo para as mulheres. Contudo, esta diferença varia de país para país, sendo o Luxemburgo praticamente paritário, com apenas 0,7% de diferença entre os dois géneros. 

Já na Estónia e na Letónia este fosso ultrapassa os 20% (21,1% e 22,3%, respetivamente), enquanto em França se situa nos 15,8%. Portugal está abaixo da média europeia com um índice de desigualdade salarial de 11,4%.

Com AFP

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