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Emissões de gases com efeito de estufa têm de começar a cair 7,6% por ano
Sociedade 2 min. 26.11.2019

Emissões de gases com efeito de estufa têm de começar a cair 7,6% por ano

Emissões de gases com efeito de estufa têm de começar a cair 7,6% por ano

Foto: Boris Horvat/AFP
Sociedade 2 min. 26.11.2019

Emissões de gases com efeito de estufa têm de começar a cair 7,6% por ano

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Um relatório da ONU apresentado esta terça-feira revela que se isto não acontecer já a partir de 2020 poderá não ser possível manter a subida da temperatura até 1,5ºC, o que terá consequências catastróficas.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) apresentado esta terça-feira não podia ser mais claro: é preciso reduzir todos os anos, já a partir de 2020 e até 2030, em 7,6% as emissões de gases com efeitos de estufa (GEE) para que a subida das temperaturas globais se mantenha a níveis inferiores a 1,5ºC, em relação aos valores pré-industriais. Esta subida da temperatura é considerada a aceitável para que o planeta não chegue a uma situação de catástrofe ecológica. Mas segundo a atual tendência, a meta de não ultrapassar um aquecimento global de mais de 1,5ºC, considerada segura, deverá ser mesmo ultrapassada. O Emission Gap Report é um relatório anual que compara o fosso entre as emissões de GEE produzidas ao longo de um ano e as que deveriam estar a ser emitidas, estas últimas estipulados pelos Acordos de Paris.

A responsável do PNUA, Inger Anderson, apelou aos governos para que se apressem a compensar "os anos de procrastinação". E foi categórica: "Se não alcançarmos isso já, o objetivo de 1,5ºC estará fora do nosso alcance em 2030". "O nosso fracasso coletivo de atuar cedo e firmemente em relação às alterações climáticas significa que agora temos que fazer cortes radicais nas emissões".

Em dezembro de 2020 é suposto os vários países apresentarem planos mais audaciosos de redução de emissões, na Conferência do Clima (bianual), COP26. Mas, como refere Inger Anderson na página oficial da ONU, já não há tempo para esperar até essa data. A situação é urgente e "cada cidade, região, negócio e indivíduo têm de atuar já". São precisos todos os contributos para arrancar com as profundas transformações das economias e das sociedades".

Os 20 países mais desenvolvidos (os chamados G20), que contribuem com 78% das emissões, devem tomar a dianteira e iniciar mais rapidamente o processo de cortar 7,6% as emissões anualmente. 

O Emission Gap Report torna mais concreta a meta de redução de emissões em 50% até 2030, ao sublinhar que se estas não começarem já a diminuir, uma queda abrupta no final da década poderá não ser suficiente para manter o aquecimento global inferior a 1,5ºC.

Como nota final positiva, o site da ONU refere que as soluções existem e são cada vez mais evidentes as vantagens em manter a temperatura controlada. 


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