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Mais de um terço dos emigrantes na UE tem licenciatura
Sociedade 3 min. 07.07.2021
Emigração

Mais de um terço dos emigrantes na UE tem licenciatura

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Mais de um terço dos emigrantes na UE tem licenciatura

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Sociedade 3 min. 07.07.2021
Emigração

Mais de um terço dos emigrantes na UE tem licenciatura

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Luxemburgo é o quarto país da União Europeia onde a percentagem de licenciados, emigrados de outros Estados-membros, é mais alta.

Em 2020, mais de um terço (35,6%) dos emigrantes adultos (25-54 anos) nascidos num Estado-membro da União Europeia (UE) diferente daquele onde residiam possuía um nível de educação superior. 

Os dados do Eurostat, divulgados esta quarta-feira, 7 de julho, revelam que, no ano passado, a taxa de emigrantes com licenciatura, na UE, foi quase a mesma que a da população com educação superior a viver no seu Estado-membro de nascimento (36,7%). 

Menos expressiva foi a taxa de emigrantes nascidos fora da UE com formação superior, que correspondeu a 29,6%.

Dos Estados-membros com dados disponíveis para 2020, destacam-se a Polónia, a Estónia, a Suécia e o Luxemburgo como aqueles que têm a população emigrante, originária de outro Estado-membro da UE, com as mais altas percentagens de formação superior. Na Polónia, entre os emigrantes nascidos noutro país da União Europeia e com idades 25 e os 54 anos, 67,9% tinha licenciatura completa, em 2020. Na Estónia essa percentagem situou-se nos 65%, na Suécia nos 62,4% e no Luxemburgo nos 59,5%. 

No extremo oposto, a Itália e a Grécia foram os países que registaram menos percentagem de emigrantes, originários de outro Estado-membro da UE, com licenciatura completa: 12.7%, em Itália, e 24.9%, na Grécia.   

Também no que respeita aos emigrantes nascidos fora da União Europeia é na Grécia e na Itália que se verificam as percentagens mais baixas de licenciados: respetivamente, 11,5% e 13,4% de emigrantes com educação superior, com origem fora da UE. Logo atrás surge a Eslovénia, com apenas 17,3% de licenciados entre a sua população emigrante nascida fora da Europa comunitária.

Em 2020, a maior percentagem de emigrantes com origem externa à UE e com formação académica superior encontrava-se na Roménia (72,8%), na Irlanda (65,3%) e na Polónia (59,5%). 

Mais mulheres licenciadas do que homens

Em 2020, a percentagem de mulheres na UE, com idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos e um nível de educação superior era superior à percentagem de homens. 

Esta superioridade verificou-se em todos os três subgrupos da população: nativa, pessoas nascidas noutro Estado-membro da UE e pessoas nascidas fora da UE, refere o mesmo relatório do Eurostat.

A maior diferença de género foi, contudo, registada na população nativa, onde a percentagem de mulheres com um nível de educação superior foi de 40,6% face a 32,9% nos homens (uma diferença de 7,7 pontos percentuais).

Na população emigrante, esta diferença variou entre os 5% pontos percentuais, a favor das mulheres emigrantes nascidas num Estado-membro diferente daquele onde reside, e 4,1 pontos percentuais entre as nascidas fora da UE, por comparação com os emigrantes masculinos dessas zonas geográficas. 

Nos dois níveis inferiores de escolaridade (nível secundário superior, pós-secundário não terciário ou, no máximo, nível secundário inferior) a proporção de homens foi mais elevada do que a de mulheres, nos três subgrupos da população (nativo, emigrante da UE e emigrante de fora da UE). 

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