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Embaixadora de Moçambique desafia conterrâneos no Luxemburgo a investirem no seu país
Sociedade 4 3 min. 25.10.2015

Embaixadora de Moçambique desafia conterrâneos no Luxemburgo a investirem no seu país

A embaixadora de Moçambique, Ana Nemba Uaiene, reuniu em tom informal com conterrâneos radicados no Luxemburgo.

Embaixadora de Moçambique desafia conterrâneos no Luxemburgo a investirem no seu país

A embaixadora de Moçambique, Ana Nemba Uaiene, reuniu em tom informal com conterrâneos radicados no Luxemburgo.
Foto: Paulo Dâmaso
Sociedade 4 3 min. 25.10.2015

Embaixadora de Moçambique desafia conterrâneos no Luxemburgo a investirem no seu país

A embaixadora de Moçambique para o Luxemburgo, Ana Nemba Uaiene, encontrou-se este sábado com os moçambicanos radicados no Grão-Ducado e desafiou os seus conterrâneos a investirem no seu país natal.

A embaixadora de Moçambique para o Luxemburgo, Ana Nemba Uaiene, encontrou-se este sábado com os moçambicanos radicados no Grão-Ducado e desafiou os seus conterrâneos a investirem no seu país natal.

“É bom que os moçambicanos que estejam no estrangeiro, e que tenham possibilidade, possam fazer alguma coisa pelo seu país através de investimentos. Hoje, Moçambique é cobiçado por todo o mundo, devido aos seus recursos. Logo, o moçambicano deve ser o primeiro a investir no seu próprio país”, exortou, ao CONTACTO, Ana Nemba Uaiene, embaixadora de Moçambique para os países do BENELUX (Holanda, Bélgica e Luxemburgo).

No entender da diplomata residente em Bruxelas, o investimento económico deve também ser feito pelos Governos e pelas entidades empresariais públicas e privadas dos países do Benelux.

“É um desafio que temos neste momento: mobilizar o tecido empresarial para investir em Moçambique. É um trabalho que estamos a desenvolver mas que ainda tem um longo caminho a percorrer”, sublinhou Ana Nemba Uaiene.

O turismo, as energias renováveis, gás natural, petróleo e a agricultura são alguns dos sectores estratégicos para o desenvolvimento da economia daquele país africano. “Há espaço para todos os que quiserem investir em Moçambique”, rematou a embaixadora.

Acompanhada por Cláudio Mate, terceiro secretário da Embaixada de Moçambique em Bruxelas, a diplomata moçambicana reuniu-se pela primeira vez com a comunidade daquele país africano de língua portuguesa imigrante no Luxemburgo.

O encontro juntou ainda representantes das comunidades guineense, angolana e são-tomense aqui radicadas.

Oficialmente, há apenas 30 moçambicanos no Grão-Ducado

De acordo com dados avançados por Ana Nemba Uaiene residem cerca de 200 moçambicanos na Holanda, 50 na Bélgica e cerca de 30 no Luxemburgo. “Estes são os números oficiais”, atirou. Contudo, a realidade pode ser outra. É que, por exemplo, no Grão-Ducado há muitos moçambicanos com passaporte português e outros com dupla nacionalidade.

O encontro informal deste sábado, que decorreu num hotel da capital luxemburguesa e juntou mais de duas dezenas de pessoas, serviu para ouvir sugestões, esclarecer dúvidas e para recolher dados para o recenseamento e registo consulares dos cidadãos moçambicanos aqui residentes.

Treze mil quilómetros de saudade!

Apesar de pequena - cerca de 30 pessoas (de acordo com os registos consulares em Bruxelas) - a comunidade moçambicana no Luxemburgo “está bem integrada e é estável”.

Pedro Fernandes tem 39 anos e está no Grão-Ducado há oito. É agente principal de seguros numa das mais importantes companhias seguradoras luxemburguesas. Vive no Luxemburgo com a esposa e os seis filhos. Nasceu em Quelimane, a capital e a maior cidade da província da Zambézia.

Quase treze mil quilómetros separam o Luxemburgo e a sua “verdadeira casa”. “Tenho a sorte de ir com alguma frequência a Moçambique. A integração na sociedade luxemburguesa foi difícil, desde logo devido à língua, mas, aos poucos, fui-me integrando e adaptando-me à realidade do país”, recordou, ao CONTACTO, este moçambicano.

Chegou ao Luxemburgo depois de alguns anos em Portugal. Passou por Lisboa e pelo Porto. A crise obrigou-o a arriscar e tentar a sua sorte no Grão-Ducado.

“Tentei não me conformar com o que me era oferecido na altura e fui trilhando o meu próprio caminho”, relembra. Hoje é feliz junto da sua família que, brevemente, vai ter um novo elemento. É que apesar dos seus 39 anos, Pedro já vai ser avô. Do Luxemburgo só lamenta a falta do Sol, do calor, das iguarias e dos produtos típicas do seu país que, por cá, não se encontram à venda.

Paulo Dâmaso


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