Escolha as suas informações

Efeitos do confinamento. Europeus estão a beber mais vinho
Sociedade 25.05.2020

Efeitos do confinamento. Europeus estão a beber mais vinho

Efeitos do confinamento. Europeus estão a beber mais vinho

Foto: Shutterstock
Sociedade 25.05.2020

Efeitos do confinamento. Europeus estão a beber mais vinho

A tendência fez-se sentir sobretudo no sul da Europa.

Vinho sim, cerveja e bebidas brancas nem tanto. Um estudo europeu divulgado esta segunda-feira concluiu que os europeus, sobretudo os portugueses, espanhóis, italianos e franceses aumentaram o consumo de vinho durante os praticamente dois meses de confinamento. Promovido pela Associação Europeia de Economistas do Vinho e a Cátedra Wine and Spirits, o inquérito mostra que, em sentido inverso, o consumo de cerveja e bebidas brancas até diminuiu. 

O “aumento mais acentuado” da procura e do consumo de vinho foi mais evidente em França. A tendência verificou-se essencialmente na classe etária dos 30 aos 50 anos. Ainda assim, o estudo mostra “uma redução das despesas em bebidas alcoólicas, especialmente em bebidas espirituosas”. Muito também porque “o preço médio da compra de vinho” também “diminuiu significativamente”. 

Nem o confinamento impediu que muitos apreciadores de vinho abandonassem antigos rituais, uma vez que, entre 17 de abril e 10 de maio, se sentiu uma “explosão do fenómeno das provas/degustações digitais”. 

Factor X

O factor que melhor ajuda a explicar o fenómeno é, do ponto de vista dos investigadores, a “ansiedade gerada pela pandemia foi fator impulsionador do consumo de bebidas alcoólicas em todos os países”, tendo os inquiridos expressado também um “receio muito forte das consequências económicas da crise sanitária”. 

Neste sentido, consideram que a “solidão, o desemprego e o baixo rendimento” originaram o aumento da frequência do consumo de bebidas alcoólicas, mas também, outros, sobretudo por razões pessoais, como “gosto do sabor” ou “o vinho relaxa-me”. No entanto, o confinamento fez com que aqueles que gostam de “vinho sobretudo pelo vinho” bebessem com “mais frequência” do que os outros. Já por razões sociais, a partilha com amigos, provas e degustações coletivas “tendeu a diminuir ou a estagnar”.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.