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E se for possível tomar duas doses de vacinas diferentes? Reino Unido vai testar
Sociedade 2 min. 04.02.2021

E se for possível tomar duas doses de vacinas diferentes? Reino Unido vai testar

E se for possível tomar duas doses de vacinas diferentes? Reino Unido vai testar

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 04.02.2021

E se for possível tomar duas doses de vacinas diferentes? Reino Unido vai testar

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Combinar duas vacinas diferentes pode aumentar a proteção contra o coronavírus e facilitar a distribuição a nível mundial. É esta a premissa de um estudo que começa agora na Universidade de Oxford.

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo Governo britânico. A Universidade de Oxford vai estudar a combinação da toma de doses de duas vacinas atualmente no mercado: a Pfizer/BioNTech com a AstraZeneca/Oxford. O ensaio é pioneiro no mundo e vai contar com 820 voluntários acima dos de 50 anos. 

"Se mostrarmos que estas vacinas podem ser utilizadas de forma intercambiável na mesma pessoa, isto aumenta a flexibilidade da entrega da vacina, para além de fornecer mais pistas sobre como podemos aumentar a proteção contra novas variantes do vírus", afirmou o professor na Universidade de Oxford, Matthew Snape, num comunicado oficial. "Também é possível que, ao combinar vacinas, a resposta imunitária possa ser reforçada dando níveis ainda mais elevados de anticorpos que durem mais tempo", reforçou o responsável máximo pelo estudo, Jonathan Van-Tam. 

No estudo, que vai durar 13 meses, os especialistas vão recolher "provas imunológicas em diferentes intervalos entre a primeira e a segunda dose". Seguir-se-ão cerca de oito mudanças para combinar as vacinas como, por exemplo, a vacina Oxford/AstraZeneca para a primeira dose, seguida da vacina Pfizer/BioNTech para a segunda, com 28 dias de intervalo ou com 12 semanas de intervalo e vice-versa, adiantam. As autoridades britânicas já vieram confirmar que três meses entre vacinas parece ser mais eficaz no combate ao vírus. 

Nova estirpe? 

O anúncio do novo estudo surge após a identificação uma nova variante "mais preocupante". Esta é uma sub-variante da variante inglesa e foi detetada em 11 pessoas infetadas em Bristol e noutros 32 residentes em Liverpool, anunciaram as autoridades britânicas na terça. A estirpe britânica criou assim uma nova estirpe que possui uma alteração genética idêntica à das variantes sul-africana e brasileira. 


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Na 'pole position' da vacinação

Perante o cenário preocupante das mutações do vírus, o Reino Unido é um dos países na linha da frente da vacinação. Foi o primeiro do Ocidente a começar a campanha, a 4 de janeiro, e já vacinou mais de 10 milhões de pessoas. Até meados de fevereiro espera chegar aos 15 milhões, incluindo pessoas com mais de 70 anos, cuidadores e pessoas em maior risco.   



 


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