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Doentes com AVC estão a deixar de procurar ajuda médica devido à covid-19
Sociedade 18.04.2020 Do nosso arquivo online

Doentes com AVC estão a deixar de procurar ajuda médica devido à covid-19

Doentes com AVC estão a deixar de procurar ajuda médica devido à covid-19

Foto: Shutterstock
Sociedade 18.04.2020 Do nosso arquivo online

Doentes com AVC estão a deixar de procurar ajuda médica devido à covid-19

A Blëtz -Associação Luxemburguesa para a Prevenção dos Acidentes Vasculares Cerebrais alerta para o perigo deste afastamento e lembra que ignorar o tratamento dos primeiros sinais de AVC pode ser fatal.

O novo coronavírus está a fazer com que as pessoas ignorem os sinais de doenças graves, e potencialmente mortais, como o AVC. 

O medo de contrair a covid-19 está a levar muitos dos que sofrem essa patologia, que afeta, em média, quatro pessoas por dia, a afastarem-se dos hospitais e do seu médico de família a não contactaram os serviços de urgência. mesmo depois de terem sofrido os primeiros sinais de um acidente vascular cerebral.

 Chantal Keller, presidente da Blëtz -Associação Luxemburguesa para a Prevenção dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), alerta para este comportamento que define como extremamente arriscado, para uma patologia em que todos os segundos podem fazer a diferença entre a morte ou a incapacidade para o resto da vida.

A responsável adverte que ignorar os primeiros sinais de um acidente vascular cerebral pode revelar-se fatal mais tarde.

Note-se que os hospitais do país reorganizaram-se para separar doentes com coronavírus de outros doentes sem a infeção, para que mesmo durante a pandemia as pessoas que possam sofrer de outras patologias possam ser tratadas o mais rapidamente possível. 

O apelo é também para que aqueles que estejam numa situação de emergência médica contactem os serviços de urgência através do 112. 


Mortalidade aumenta em Portugal mesmo sem os casos de covid-19
DGS está a analisar números e apela a que as pessoas com doenças crónicas e em situações de urgência não deixem de procurar os cuidados de saúde.

O afastamento de outros doentes, sem covid-19, dos serviços de saúde está a preocupar as autoridades sanitárias de vários países, como Portugal, que, no mês de março, registou um aumento da mortalidade, face ao período homólogo, e onde o peso da covid-19 nos óbitos foi apenas de 2,36% do total.

No mesmo mês a ida aos serviços de urgência hospitalares caiu 45%, em Portugal.

A Direção-Geral da Saúde manifestou-se preocupada com os números, que está a analisar e deixou o apelo para que as pessoas com doenças crónicas e em situações de urgência não deixem de procurar os cuidados de saúde.  

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