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Diretor da sociedade luxemburguesa Avrox detido em Cannes
Sociedade 2 min. 06.05.2021

Diretor da sociedade luxemburguesa Avrox detido em Cannes

Diretor da sociedade luxemburguesa Avrox detido em Cannes

Foto: DR
Sociedade 2 min. 06.05.2021

Diretor da sociedade luxemburguesa Avrox detido em Cannes

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Ministério Público belga tinha ordenado buscas à empresa com sede no Grão-Ducado, após suspeita de irregularidades na venda de 15 milhões de máscaras ao Estado belga.

Depois das buscas em vários países europeus, incluindo o Grão-Ducado, no início desta semana, as autoridades francesas detiveram o diretor da Avrox, com sede no Luxemburgo, esta quarta-feira em Cannes, em França. 

Segundo a publicação francesa Nice-Matin citada pela RTL o homem foi interpelado na terça-feira pela secção financeira da Polícia Judiciária de Nice e está sob custódia. O empresário, que se pensa residir em Cannes, terá sido apresentado ao Ministério Público de Aix-en-Provence na quarta-feira e deverá ser entregue às autoridades belga, escreve a televisão luxemburguesa. 

O Ministério Público belga tinha aberto uma investigação relacionada com a venda das máscaras ao Estado belga. Segundo as autoridades, a empresa com sede no Luxemburgo poderá estar implicada em crimes de falsificação, fraude, branqueamento de capitais e impedimento à liberdade de licitação. 

Com sede no Grão-Ducado, a Avrox tinha ganho o concurso europeu - a par com outra empresa - lançado pelo Estado belga para a entrega de 15 milhões de máscaras de pano na Bélgica em 2020, por cerca de 32 milhões de euros. Segundo escreve a RTL, várias empresas que tinham ido a concurso protestaram na altura queixando-se de terem sido injustamente excluídas, e questionando ainda o porquê da Avrox ter ganho apesar de não ter experiência no setor. Dados que levaram à abertura de um inquérito pelo Ministério Público de Bruxelas.

Envolvido numa outra polémica, o produto, que já tinha sido distribuído inclusivamente nas farmácias, acabou por ser retirado do mercado em fevereiro passado, após as autoridades belgas terem detetado a existência de partículas tóxicas, incluindo nanoprata e dióxido de titânio.  

Apesar de a empresa detentora ter sede no Luxemburgo, as máscaras são produzidas no continente asiático. Questionado pelo Contacto na mesma altura, o Ministério da Sáude luxemburguês referia que as máscaras da empresa não estão à venda no Grão-Ducado

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