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Dinamarca constrói barreira para prevenir propagação da febre suína africana
Sociedade 2 min. 28.01.2019

Dinamarca constrói barreira para prevenir propagação da febre suína africana

Dinamarca constrói barreira para prevenir propagação da febre suína africana

Foto: Frank Cilius/Ritzau Scanpix/AFP
Sociedade 2 min. 28.01.2019

Dinamarca constrói barreira para prevenir propagação da febre suína africana

A Dinamarca está a construir uma barreira na fronteira com a Alemanha de forma a prevenir a propagação da febre suína africana, que já levou ao abate de 4000 porcos na Bélgica, em setembro de 2018.

A Dinamarca iniciou esta segunda-feira a construção de uma barreira de 70 quilómetros na fronteira com a Alemanha de forma a conter a febre africana suína (ASP, em inglês) que poderá constituir perigo para milhares de porcos, sobretudo na Europa de leste. Os dinamarqueses temem que a doença chegue às quintas de produção de porcos no país, sendo esta uma medida de prevenção. O projeto foi planeado nos últimos meses, em coperação com advogados e a agência ambiental governamental. 

O muro será eletrificado e medirá cerca de 1,5 metros e passará sobretudo por áreas campestres. A construção começou na fronteira com o estado alemão Schleswig-Holstein. A febre suína africana é altamente mortal para os porcos e é vulgarmente transmitida pelos javalis.

Já no passado outono, um surto desta febre foi descoberto na Bélgica, bem perto da fronteira com o Luxemburgo. O incidente levou mesmo as autoridades grã-ducais a tomarem medidas preventivas, entre elas a criação de uma zona de vigilância junto à fronteira com a Bélgica e a França. 

Segundo o The Guardian, os alemães não estarão otimistas quanto ao projeto da barreira entre os dois países, já que segundo alguns estudos o maior risco de contágio dá-se sobretudo através de equipamento contaminados ou restos de comida.

Apesar de não pretender criar alarmismos, a verdade é que a Dinamarca tem uma forte indústria de produção e exportação de carne de porco. Segundo o jornal inglês The Guardian o país tem quase o dobro de porcos do que humanos: 12 milhões de animais espalhados por 3000 quintas. 

Vírus não constitui risco para os humanos

Na informação publicada online, o governo luxemburguês esclarece que o vírus não é perigoso para os humanos, quer pelo contacto direto com os animais quer pela ingestão de carne de porco contaminada ou produtos derivados.

O contágio acontece entre os animais e restos de comida que contenham carne de porco contaminada. Desta forma, as autoridades aconselham manter sacos de lixo com restos de comida, sobretudo carne de porco, longe do alcance de javalis.

Já em fevereiro de 2018 o executivo luxemburguês constituiu um grupo de trabalho para acompanhar de perto a situação. As autoridades pedem também aos cidadãos para ligarem para o número de telefone 40 22 01 666 caso encontrem um javali morto sem aparente causa de morte. 


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