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Devo vacinar o meu filho contra a covid-19?
Sociedade 15 min. 08.12.2021 Do nosso arquivo online
Vacinação 5-11 anos

Devo vacinar o meu filho contra a covid-19?

Portugal recomenda a vacinação generalizada dos 5 aos 11 anos, mas com prioridade para as crianças de risco.
Vacinação 5-11 anos

Devo vacinar o meu filho contra a covid-19?

Portugal recomenda a vacinação generalizada dos 5 aos 11 anos, mas com prioridade para as crianças de risco.
Foto: AFP
Sociedade 15 min. 08.12.2021 Do nosso arquivo online
Vacinação 5-11 anos

Devo vacinar o meu filho contra a covid-19?

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
É a vacinação dos 5-11 anos é mais polémica e que enche de dúvidas os pais. O Contacto ouviu especialistas, entre eles o coordenador de um dos ensaios clínicos nos Estados Unidos e explica-lhe tudo sobre esta nova vacina. "Não é urgente vacinar já todas as crianças. Só as de risco", é a opinião mais consensual.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) já aprovou a vacina contra a covid da Pfizer (Comirnaty) para as crianças dos 5 aos 11 anos. Luxemburgo e Portugal já encomendaram milhares de doses da nova vacina, cujos primeiros lotes chegam dia 13 de dezembro a ambos os países. O Grão-Ducado vai ter 18 mil doses para começar a vacinação, e Portugal, 300 mil doses para a primeira semana e outras 440 mil, na seguinte.

Portugal aprovou ontem, dia 7, a vacinação contra a covid das crianças dos 5 aos 11 anos.  A recomendação é generalizada para todas as crianças, mas "deve ser dada a prioridade às crianças com doenças de risco que possam desenvolver formas grave de covid-19", declara a Direção Geral da Saúde.

Também a decisão do Luxemburgo sobre esta vacinação tão controversa deve ser conhecida até ao final da semana, querendo o Governo iniciar esta vacinação ainda durante as férias de Natal, em meados de Dezembro.

Certo é que a decisão final cabe aos pais, pois esta vacinação não é obrigatória, tendo os progenitores que autorizar a imunização dos filhos.  

A nova onda pandémica que a Europa atravessa e o facto dos mais pequenos serem atualmente o grupo com maior incidência de infeções estão a apressar o início da vacinação dos menores de 12 anos.

Os EUA já estão a vacinar as crianças 5-11 anos desde novembro.
Os EUA já estão a vacinar as crianças 5-11 anos desde novembro.
Credit. Cincinnati Children’s Hospital.

Luxemburgo anuncia em breve

Ao executivo de Xavier Bettel já chegou o parecer do Conselho Superior de Doenças Infeciosas do Luxemburgo (CSMI, sigla em francês), no qual o Governo se tem apoiado para regular a campanha de vacinação. Se mais uma vez, seguir as recomendações deste grupo de peritos, então a decisão está tomada: Numa primeira fase, apenas as crianças com doenças e mais vulneráveis ao SARS-Cov-2, ou que vivam com pessoas de risco devem ser imunizadas. Por agora, é mais urgente continuar a vacinar a população acima dos 12 anos, defende o CSMI.

"Vamos decidir se vamos adotar as recomendações do CSMI ou se iremos um pouco mais longe", deixou no ar Paulette Lenert à RTL. Ir mais longe significa a vacinação geral desta faixa etária.


Portugal. DGS recomenda vacinação das crianças dos 5 aos 11 anos
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Espanha aprovou esta terça-feira a vacinação universal nesta faixa etária prevendo começar a vacinar as crianças logo no dia 15 de dezembro. Também França quer iniciar a campanha de vacinação, por esses dias, mas apenas para crianças de risco, dos 5-11 anos. No entanto, o Governo pretende alargar a imunização a toda a população nestas idades, o mais cedo possível. Já há um parecer positivo de um grupo de peritos, falta a resolução de outras duas entidades e, se a recomendação for também positiva, "organizamos toda a logística para estarmos prontos a iniciar imediatamente a imunização de crianças não vulneráveis, ou seja, cerca de 6 milhões de crianças, dos 5 a 11 anos", assegurou o ministro da saúde francês, na segunda-feira.

"A vacina é segura", diz Robert Frenck, coordenador dos ensaios clínicos com a vacina no Hospital Pediátrico de Cincinnati.
"A vacina é segura", diz Robert Frenck, coordenador dos ensaios clínicos com a vacina no Hospital Pediátrico de Cincinnati.
Credit. Cincinnati Children’s Hospital

Como é feita a vacina. É segura?

Os ensaios clínicos com a vacina da Pfizer realizados em crianças saudáveis e também imunodeprimidas, entre os 5-11 anos, demonstram que, sim, a vacina é segura e eficaz. Esta é a primeira vacina a ser autorizada para esta faixa etária, embora a Moderna também já tenha realizado ensaios clínicos, estando a aguardar a aprovação do regulador norte-americano. Estados Unidos, Canadá e Israel são alguns dos países que já estão a vacinar as crianças abaixo dos 12 anos. 

O Hospital pediátrico de Cincinnati, em Ohio, EUA, é um dos poucos centros de investigação que realiza ensaios clínicos das vacinas anti-covid para menores de idade, e nos quais estão a participar mais de 400 crianças. "O nosso estudo da vacina para os 5-11 anos envolve 67 crianças, 39 nos ensaios clínicos da vacina da Pfizer, e 28 menores, da Moderna", explicou ao Contacto, Robert Frenck, coordenador dos ensaios clínicos das vacinas covid e diretor do Centro de Investigação de Vacinas deste hospital americano.

Já há ensaios em bebés

Aliás, neste momento, já estão a decorrer também ensaios clínicos em 44 crianças com menos de cinco anos, com a vacina da Pfizer, "na faixa dos 2-4 anos de idade, e dos 6 meses aos 24 meses de vida". Também em relação à vacina da Moderna, os ensaios clínicos com menores de cinco anos estão programados para começar no início de 2022, e vão envolver meia centena de crianças divididas pelas faixas dos 2-6 anos, e dos 6 meses aos 24 meses.

"Os resultados dos ensaios clínicos mostraram que a vacina Pfizer foi 100% eficaz em crianças dos 12-15 anos de idade, e 92% em crianças dos 5-11 anos de idade. Como o número de crianças que desenvolveu covid é pequeno, em ambos os estudos, eu diria que as diferenças de eficácia se devem a acasos e que a vacina é altamente eficaz em crianças", declarou Robert Frenck. Mesmo no caso das variantes, como a Delta, a vacina possui "uma boa proteção". Já em relação à nova variante Omicron, ainda é "demasiado cedo" para saber o grau de eficácia, assumiu este responsável.

A dose da vacina para os 5-11 anos é um terço das destinadas à população acima dos 12 anos.
A dose da vacina para os 5-11 anos é um terço das destinadas à população acima dos 12 anos.
Crédit. Cincinnati Children’s Hospital, EUA.

Quais os efeitos secundários?

E quanto a efeitos secundários? "Os efeitos secundários são exatamente os mesmos que são observados em adultos: dor no local da injeção, dor de cabeça, sensação de cansaço, dores musculares e febre". No entanto, acrescentou, nas crianças com menos de 12 anos, a frequência destes efeitos "é muito mais baixa, provavelmente devido à menor dose da vacina".

Este investigador precisou que na composição da vacina destinada aos 5-11 anos as doses são um terço do que para as faixas etárias mais elevadas. No caso da Pfizer, "acima dos 12 anos a dose é de 30 ug (miligramas), enquanto dos 5-11 anos a dose é de 10 ug." Para as crianças com menos de 5 anos, "a dose é de 3 ug". Também a vacina da Moderna, apresenta doses inferiores para os mais pequenos, "a dose de 100ug dada às crianças com mais de 12 anos, diminui para 50 ug dos 6-11 anos, e 25 ug para menores de seis anos".


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Já a administração desta vacina continua a ser feita num regime de duas doses, "as da Pfizer espaçadas por 21 dias, e da Moderna por 28 dias". Mais uma vez, e "tal como nos adultos, a vacina pediátrica covid atinge o seu efeito máximo (90-95%) de proteção cerca de duas semanas após a 2ª dose. Na primeira dose, a vacina revela ser 70% eficaz, duas semanas depois", revela Robert Frenck. Este investigador assume ainda não se saber se os menores de 16 anos vão precisar de uma dose de reforço, como os adultos. No entanto, os ensaios clínicos demonstraram que a "resposta imunitária dos 12-15 anos foi significativamente mais elevada do que a resposta dos jovens de 16-25 anos". "Sabemos também que a dose de 10 ug, em crianças de 5-11 anos, produziu uma resposta de anticorpos equivalente à dose de 30 ug, em crianças de 16-25 anos", adianta este investigador norte-americano.

Criança no centro de vacinação do Hospital Pediátrico de Cincinnati, EUA
Criança no centro de vacinação do Hospital Pediátrico de Cincinnati, EUA
Credit. Cincinnati Children’s Hospital

Os Estados Unidos começaram a vacinar a faixa etária dos 5-11 anos em novembro e mais de "um milhão de crianças levaram já a primeira dose", diz Robert Frenck. Só o seu hospital em Cincinnati já administrou "milhares de doses" a crianças dos 5 aos 11 anos.

"As vacinas foram cuidadosamente testadas, primeiro em adultos e agora em crianças até aos seis meses de idade. As vacinas revelaram que são seguras e dão uma proteção elevada contra a covid", garante este responsável pelos ensaios clínicos das vacinas pediátricas contra a covid no Centro de Investigação do Hospital Pediátrico de Cincinnati.

Infeção menos grave em crianças

Defensor da vacinação em todas as pessoas elegíveis, Robert Frenck admite que "os riscos das crianças desenvolverem covid grave é baixo, mas não é zero". Nos EUA, diz, "mais de 600 crianças morreram com covid, e mais de 24 mil crianças foram internadas por causa da doença da pandemia".

No Luxemburgo, não faleceu nenhuma criança por covid-19, enquanto em Portugal, se registaram três mortes pela doença abaixo dos 10 anos de idade, mas todos os meninos tinham comorbidades.

Mesmo com as infeções a aumentarem nos mais novos – nos dois países as crianças até aos 14 anos são, atualmente, o grupo com maior incidência de infeção – continuam a ser raros os casos graves e que necessitam de internamento, argumentam os especialistas dos dois países ouvidos pelo Contacto, pedindo "calma" e "prudência" quanto à vacinação generalizada abaixo dos 11 anos.

A Agência Europeia do Medicamento e o Centro de Controlo de Controlo de Doenças (ECDC, sigla inglês) recomendam a vacinação contra a covid às crianças dos 5-11 anos, mas "as que tenham fatores de risco devem ser prioritárias". Para estes organismos, os benefícios da vacinação superam os riscos, no entanto, como salienta o ECDC devem ser os países a decidir sobre a vacinação desta população em geral, tendo "em consideração a epidemiologia do SARS-CoV-2 a nível nacional". "As crianças em risco de covid-19 grave devem ser consideradas um grupo prioritário para a vacinação contra a covid, como nas outras faixas etárias", frisam.

Credit. Cincinnati Children’s Hospital.

Vacinar só as crianças de risco

O Conselho Superior de Doenças Infeciosas do Luxemburgo (CSMI) recomenda, no seu parecer, entregue há dias ao Governo que, para já, a vacinação nos 5-11 anos deve dirigir-se apenas às crianças vulneráveis à covid (onde existe "benefício direto") e às crianças que vivam com pessoas de risco (um "beneficio indireto").

Para este grupo de peritos, no "curto prazo", a vacinação das crianças saudáveis dos 5-11 anos de idade é "menos urgente" do que a vacinação acima dos 12 anos. Nesta faixa etária, justifica o CSMI no seu parecer, "o benefício direto da vacinação covid é menor do que o existente para população geral com 12 anos ou mais", e "o impacto geral na mortalidade global da covid-19 não é significante".

O risco diminuto das crianças sofrerem de casos graves da doença é um dos argumentos dados pelo CSMI. "Desde o início da pandemia, das 12328 crianças (0-14 anos incluídos) infetadas com SARS-CoV-2 no Luxemburgo, seis crianças foram hospitalizadas em cuidados intensivos, representando 0,048% das crianças". A síndrome inflamatória multissistémica pediátrica (MISC), insuficiência cardíaca ou recém-nascidos que necessitaram de monotorização intensiva, foram as causas destes internamentos nos intensivos pediátricos, adianta o grupo de 16 peritos no documento, vincando que, até ao momento, não há registo de morte pediátrica associada à covid-19 no Luxemburgo.

Poucos menores internados

Nos últimos meses, "entre 15 agosto e 24 de novembro de 2021, 10 crianças foram hospitalizadas na Kannerklinik por covid-19", sendo a taxa de hospitalização por covid-19 de 0,3% entre os 0-14 anos. Metade das crianças tinham entre 5-10 anos, e nenhum apresentou complicações graves, nem que obrigassem a cuidados intensivos, lê-se no parecer do CSMI.

Por todas estas razões, estes especialistas preferem aguardar por mais informação científica sobre a vacina nestas idades: "Num futuro próximo, com o acumular de dados sobre a segurança (relativos a possíveis efeitos secundários muito raros como a miopericardite pós-vacinação), a vacina também poderá ser recomendada para a população em geral de 5-11 anos de idade, tanto para seu benefício direto, como para o efeito benéfico indireto (transmissão reduzida, melhoria da vida escolar, social e extracurricular das crianças tão afetadas pela corrente pandemia)". Por agora, a prioridade para o CSMI, tem de continuar a ser a de uma "cobertura ótima de vacinação entre adultos, a fim de reduzir a mortalidade global ligada à covid-19 e reduzir a transmissão de infeções às crianças".

"Calma" e "prudência" nesta vacinação, pede a pediatra intensivista Cristina Camilo.
"Calma" e "prudência" nesta vacinação, pede a pediatra intensivista Cristina Camilo.

Esperar para ver

Os pediatras do país concordam com estas recomendações. "É ótimo haver agora uma vacina para as crianças mais novas, entre os 5-11 anos, mas devemos começar por vacinar as crianças de risco e as que vivem com pessoas de risco, com doenças graves e vulneráveis à infeção do vírus da pandemia", considera ao Contacto Patrick Theisen, pediatra e antigo presidente da Sociedade de Pediatria do Luxemburgo, na qual ainda tem assento no comité. E, quem são as crianças de risco? "São crianças imunodeprimidas, com doenças crónicas, respiratórias ou cardíacas, com diabetes, doenças neurológicas, entre outras, e que correm mais perigo de desenvolver doença grave", enumera este pediatra e deixa um conselho. "As crianças com uma grande obesidade devemos também vacinar mais rápido, depois das outras doenças mais graves".

Também Patrick Theisen considera que não iniciar já a vacinação geral destes menores, traz vantagens: "Dá-nos tempo para analisar esta vacinação a nível mundial, verificar se corre tudo bem, além de termos mais dados científicos".

Caso a caso

Em Portugal, também são poucas as crianças infetadas com o SARS-Cov-2 que necessitam de internamento ou cuidados intensivos. "Apesar do aumento de infeções nas idades pediátricas, os internamentos nos cuidados intensivos devido à covid-19 não cresceram, na nossa unidade, por exemplo, há casos, mas são poucos e a grande maioria adolescentes, acima dos 14 anos, com comorbidades graves e obesos+, refere ao Contacto Cristina Camilo, pediatra intensivista no Hospital de Santa Maria e Presidente da Sociedade de Cuidados Intensivos Pediátricos, ligada à Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Esta especialista não recomenda a vacinação dos menores, abaixo dos 15 anos, sendo ainda mais crítica em relação às crianças com menos de 12 anos: "As crianças saudáveis não devem levar esta vacina, e nas crianças de risco defendo que tal seja analisado caso a caso, entre o médico e familiares".

Cristina Camilo lembra que a vacina covid "não protege da infeção, e nestas idades, está provado que o risco de doença grave nas crianças saudáveis é muito baixo, há casos, mas são muito poucos. No geral, as crianças são assintomáticas ou desenvolvem formas leves de infeção", começa por lembrar. Para a pediatra, não há "beneficio na vacinação nestas idades". E ainda é muito cedo para conhecer todos os riscos. Nos ensaios clínicos da Pfizer "apenas 1500 crianças levaram a vacina o que é muito pouco, não havendo ainda tempo suficiente para perceber todos os efeitos secundários", argumenta a pediatra.


Luxemburgo. "Testes covid devem ser obrigatórios nas escolas do fundamental"
Alain Massen, presidente da Representação Nacional dos Pais, recomenda que os alunos que não sejam testados, por oposição dos encarregados de educação, usem máscara. O mesmo se aplica aos professores não vacinados ou recuperados. E a vacina dos 5-11 anos deve estar rapidamente acessível.

"Vamos ter calma e prudência, vamos esperar", pede esta médica, estimando que as crianças vão acabar por ficar "imunizadas naturalmente". "O vírus da covid poupou os mais pequenos, mas as restrições que foram sendo adotadas acabaram por ter consequências negativas nas crianças, quer a nível da saúde mental, quer a nível de outras patologias respiratórias que estão a emergir com mais força, este ano, devido aos confinamentos e ao uso de máscara" declarou Cristina Camilo.

A prioridade é vacinar a população adulta e idosa, afirmam os especialistas.
A prioridade é vacinar a população adulta e idosa, afirmam os especialistas.
Foto: AFP

Primeiro os adultos e idosos

Já Francisco George, especialista em saúde pública e antigo diretor-geral da Saúde manifesta-se a favor da vacinação contra a covid dos menores de 12 anos, mas "esta só deverá ser equacionada" depois "da cobertura vacinal dos adultos e idosos for superior a 90% no país, esta é a prioridade absoluta".

Só nessa altura se deve avançar para os 5-11 anos, "e em primeiro lugar, devem ser vacinadas as crianças portadoras de problemas, mais expostas ao risco", e só depois alargar a vacinação a toda esta população. Porque os ensaios clínicos demonstraram que as "vacinas são seguras e eficazes, no que respeita à proteção", dos mais novos. Em Portugal, por exemplo, quando a taxa de vacinação atingir os níveis desejados "não fará sentido ter uma população inteira protegida, e depois haver um grupo etário, dos 5-11 anos, sem proteção" contra a covid-19 e onde o vírus pode circular, entende Francisco George, lembrando que estes menores são "hospedeiros suscetíveis" do SARS-CoV-2.


França impõe novas medidas: discotecas fecham quatro semanas e avança vacinação de crianças de risco
"Temos um paciente que chega aos cuidados intensivos a cada dez minutos", disse o ministro da Saúde.

Também a Sociedade Portuguesa de Pediatria recomenda o alargamento da vacinação a estas idades: "Como muitos adultos agora estão protegidos pela vacinação, é natural que a proporção de novos testes positivos encontrados em crianças seja maior do que antes, especialmente com a testagem intensiva das crianças a frequentar as escolas. Assim, e provada a segurança e eficácia da vacina, poderá ser considerada a sua aplicação neste grupo etário, se isso permitir trazer normalidade à vida das crianças".

Até ao final desta semana, será anunciada a resolução dos governos luxemburguês e português sobre esta vacinação contra a covid nas crianças entre os 5 e os 11 anos. Mais uma vez, importa salientar que cabe aos pais, a resolução final de vacinar ou não os seus filhos.

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