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Desigualdade de género. Salários altos são quase "inatingíveis" para as mulheres
Sociedade 2 min. 01.03.2021

Desigualdade de género. Salários altos são quase "inatingíveis" para as mulheres

Desigualdade de género. Salários altos são quase "inatingíveis" para as mulheres

Foto: Anouk Antony
Sociedade 2 min. 01.03.2021

Desigualdade de género. Salários altos são quase "inatingíveis" para as mulheres

Apesar de terem mais qualificações, as mulheres estão em maioria nos cargos intermédios. Salários e cargos altos continuam território masculino.

Há avanços mas não chegam para compensar os séculos de desigualdades entre homens e mulheres. Na sua mais recente visão sobre o assunto, o Statec conlui que, apesar de serem mais e melhor qualificadas, as mulheres continuam na base da pirâmide salarial. Nas hierarquias o padrão repete-se. Apesar de estar em maioria nos chamados cargos intermédios, o sexo feminio continua a ter dificuldades em aceder às posições de chefia.  


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 Na conferência que antecedeu o lançamento do estudo do Statec, a ministra da Igualdade assumia que "o trabalho do Statec mostra-nos até que ponto e a que nível persistem os desequilíbrios de género no emprego - se é para aceder a posições de responsabilidade, em termos de salários, e para ter um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e privacidade". Com os olhos no futuro, a ministra Taina Bofferding assegurou que "juntamente com os líderes empresariais, empregados e delegados para a igualdade, queremos tomar medidas para tornar a igualdade uma realidade uma realidade diária".  

Mas vamos a dados.  

Raio-X 

Atualmente, 38% da força de trabalho do Luxemburgo e assegurada por mulheres. Destas, 44% tem curso universitário, contra 35% dos homens. No que respeita ao acesso aos cargos de topo a diferença torna-se gritante. Apenas 6% das mulheres chegam ao topo da carreira. Os homens são 11%.  

De acordo com dados lançados pelo Instituto de Estatística luxemburguês só abaixo dos 40 anos de idade é que o salário médio das mulheres é superior ao dos homens. Em comparação com os restantes estados membros e ,juntamente com a Romênia, o Luxemburgo tem, no entanto, a menor disparidade salarial entre homens e mulheresda União Europeia. Neste aspecto, o "teto de vidro" são os salários mais altos. O próprio Statec assume que os salários altos parecem "permanecer inatingíveis" para as mulheres.  


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Não admira que as pensões das mulheres sejam tendencialmente mais baixas quando comparadas com as que são auferidas por indivíduos do sexo masculino. De facto, não só as mulheres estão em grande maioria nos setores que por normal são menos bem pagos – como a saúde, o comercio ou as limpezas – como também ocupam a maior fatia dos trabalhos a tempo parcial, pagos abaixo do salário mínimo nacional. A diferença é de 30 pontos percentuais: 36% das mulheres não tem um horário de 8 horas. Em franca minoria, os homens são 6%.   

  

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