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Daniel da Cruz: “Não sei se sou exceção, mas há oportunidade de uma verdadeira integração”
Sociedade 30.11.2016

Daniel da Cruz: “Não sei se sou exceção, mas há oportunidade de uma verdadeira integração”

Daniel da Cruz, 45 anos, nasceu em Dudelange, filho de pai cabo-verdiano e mãe italiana. É casado e tem três filhos. Depois de uma missão diplomática em Genebra, voltou para o Luxemburgo para dirigir o gabinete de Promoção do Comércio Externo e Investimento

Daniel da Cruz: “Não sei se sou exceção, mas há oportunidade de uma verdadeira integração”

Daniel da Cruz, 45 anos, nasceu em Dudelange, filho de pai cabo-verdiano e mãe italiana. É casado e tem três filhos. Depois de uma missão diplomática em Genebra, voltou para o Luxemburgo para dirigir o gabinete de Promoção do Comércio Externo e Investimento
Foto: Steve Eastwood
Sociedade 30.11.2016

Daniel da Cruz: “Não sei se sou exceção, mas há oportunidade de uma verdadeira integração”

Daniel da Cruz é o novo responsável da Direção-Geral de Promoção do Comércio Externo e Investimento, do Ministério da Economia do Luxemburgo. Em entrevista ao Contacto, o luxemburguês de origem cabo-verdiana revelou os desafios que vai ter pela frente, lembrou ainda a sua primeira viagem ao arquipélago...

Daniel da Cruz é o novo responsável da Direção-Geral de Promoção do Comércio Externo e Investimento, do Ministério da Economia do Luxemburgo. Em entrevista ao Contacto, o luxemburguês de origem cabo-verdiana revelou os desafios que vai ter pela frente, falou das relações entre Cabo Verde e o Luxemburgo e lembrou ainda a sua primeira viagem ao arquipélago.

Entrou para o cargo para substituir Pierre Franck, nomeado cônsul em São Francisco, nos Estados Unidos. Não se sabe muita coisa sobre si, apenas que tem origem cabo-verdiana.

Sim, o meu pai é de Cabo Verde, da ilha de Santo Antão, e a minha mãe é italiana.

Nasceu aqui no Luxemburgo?

Em Dudelange.

Fala ou percebe crioulo?

Não falo bem, mas percebo muitas coisas. Tenho tios e tias do outro lado da Mosela e desde pequeno que mantenho a ligação. Desse lado da família fala-se o crioulo de Santo Antão. Tanto para a parte de Cabo Verde como para a italiana as reuniões familiares sempre foram importantes. Tenho dupla cultura, dupla história e educação, do pai e da mãe, e sempre foi muito estimulante perceber como diferentes pessoas reagem a várias situações.

Sente-se cabo-verdiano, italiano ou luxemburguês?

Sou italo-cabo-verdiano de sangue e luxemburguês de coração.

Costuma visitar Cabo Verde?

Já lá fui seis vezes.

Agora vai ter mais motivos para voltar, porque a sua irmã, Angèle da Cruz, foi nomeada recentemente encarregada de Negócios do Luxemburgo em Cabo Verde...

Sim, vou visitá-la agora em dezembro.

Tem memórias da primeira vez que lá foi?

Tinha nove anos e foi a primeira viagem de avião. Lembro-me dos primos, da ilha... Também foi a primeira e última vez que vi a minha avó. Tenho memória de uma chuvada torrencial, do coqueiro perto de casa e da plantação de banana que o meu pai tinha.

Provavelmente é o descendente de cabo-verdianos a ocupar o mais alto cargo no Luxemburgo. Qual foi o seu percurso até aqui?

...

Henrique de Burgo

Leia a entrevista na íntegra na edição do jornal Contacto desta quarta-feira. Se não é assinante do jornal, poderá comprá-lo nas bancas.

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