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Mais de metade dos residentes preocupada com aumento dos preços
Sociedade 4 min. 31.05.2022 Do nosso arquivo online
Sondagem Politmonitor

Mais de metade dos residentes preocupada com aumento dos preços

Sondagem Politmonitor

Mais de metade dos residentes preocupada com aumento dos preços

Foto: Shutterstock
Sociedade 4 min. 31.05.2022 Do nosso arquivo online
Sondagem Politmonitor

Mais de metade dos residentes preocupada com aumento dos preços

Mélodie MOUZON
Mélodie MOUZON
A população do Luxemburgo está preocupada com a atual subida dos preços, enquanto o acesso a habitação a preços acessíveis continua a ser a grande preocupação, de acordo com as conclusões da última sondagem Politmonitor realizada para o Luxemburger Wort e RTL.

As consequências da pandemia, os problemas de abastecimento de energia, e a guerra na Ucrânia, que está a acentuar a subida dos preços da energia e dos alimentos, põem à prova a sociedade. A última sondagem Politmonitor realizada pela TNS Ilres para o Luxemburger Wort e a RTL e que conta com uma amostra representativa de 1.048 maiores de 18 anos aborda estas preocupações e, mais detalhadamente, o receio da falta de meios financeiros para enfrentar o aumento dos preços. A preocupação número um da população continua, no entanto, a ser a habitação. 

É sobretudo entre as mulheres (95%) e entre os jovens dos 18 aos 24 anos (82%) que esta questão está no centro das preocupações. A crise habitacional tomou conta do país, marcada pelo aumento dos preços dos imóveis e pela crescente escassez de habitações. As sucessivas crises dos últimos tempos apenas amplificaram o fenómeno, com consequências sobretudo nos preços da energia e dos materiais de construção. 


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A habitação a um preço decente está, portanto, a tornar-se cada vez mais difícil para muitas famílias. Não surpreende, portanto, que três quartos dos inquiridos (75%) coloquem o acesso à habitação a preços acessíveis como a sua principal preocupação, como já aconteceu durante o Politmonitor de junho de 2021. Este é também o assunto que deve ser mais abordado pela classe política, de acordo com os participantes da sondagem, mais até que as mudanças climáticas ou o futuro das crianças.

A preocupação número um da população continua a ser o custo elevado da habitação.
A preocupação número um da população continua a ser o custo elevado da habitação.
Crédit: Shutterstock

Energia. Preços assustam

A segunda das preocupações é a evolução dos preços da energia: 62% dos 1.048 entrevistados enumeram essa como uma das suas principais preocupações. O conflito na Ucrânia, que já dura há quatro meses, elevou os preços do gás e do petróleo para níveis recorde.

Para 54% dos entrevistados, a inflação galopante não teve impacto nessa situação, que se manteve inalterada nos últimos 12 meses. Enquanto 29% dizem que as suas finanças estão piores do que há um ano, 14% acreditam que estão melhores. 


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Mulheres estão mais preocupadas 

O constante aumento de preços que tem sido notícia há vários meses continua a ser uma fonte de preocupação para os inquiridos. Mais de metade deles (54%) diz estar “bastante preocupado” e 28% diz estar “muito preocupado” com a situação. Quase um inquirido em cada seis, por outro lado, diz que não está preocupado. 

A faixa etária dos 35 aos 44 anos ganha aqui destaque: 67% - seguidos pelos muito jovens (60%) e 45-54 anos (57%) - são os que estão mais preocupados em não conseguir sobreviver com o aumento dos preços, com as mulheres a manifestar maior preocupação do que os homens.  

Adiamento da tranche de indexação: opinião divide-se

Questionados sobre o adiamento da próxima tranche de indexação em 2023, 53% dos inquiridos dizem que “concordam mais” ou mesmo “concordam totalmente” com a medida decidida pela última tripartida, que deu origem a um pacote de medidas destinado a aliviar as contas dos cidadãos. 36%, por outro lado, não são a favor. 

 No entanto, existem divergências de opinião dependendo das afinidades políticas. Assim, menos da metade dos eleitores de Déi Gréng (48%) aprovam esse adiamento, contra 64% dos do LSAP. Sem surpresa, a oposição mais significativa a essa medida é encontrada entre os eleitores do CSV, que são 35% desfavoráveis ​​a tal adiamento.


A comissão da Tripartida voltará a reunir a 3 de junho.
Parcelas adicionais do índex serão pagas a 1 de abril de 2024
A Lei 8.000 para implementar as medidas do Acordo Tripartido será novamente revista à luz dos últimos cálculos da inflação.

Recorde-se que a última parcela de indexação foi acionada a 1 de abril. E de acordo com as previsões da Statec, que foram revistas por cima, a próxima parcela já pode ser paga em julho. Mas isso não está previsto na proposta de lei que rege a execução das medidas decorrentes do acordo tripartido. Todas as parcelas adicionais do índice devem, portanto, ser pagas simultaneamente a 1 de abril de 2024. O novo governo em vigor terá então que decidir se aplicará a lei como está ou se a modificará. 

A questão geral da justiça ou injustiça na sociedade luxemburguesa também foi colocada aos inquiridos. Enquanto em novembro de 2021, 46% dos inquiridos acreditavam que a sociedade era justa e 45% injusta, agora 50% reclamam de injustiça e apenas 39% estão satisfeitos com a situação em termos de justiça. Uma em cada dez pessoas vê agora a sociedade como muito injusta, contra 6% em novembro passado.

(Notícia originalmente publicada na edição francesa do Wort e editada para o Contacto por Paula Freitas Ferreira.)

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